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“Chopin, uma Sonata em Paris” é um presente pra quem curte história, biografias, Paris e música clássica

“Chopin, uma Sonata em Paris” é um presente pra quem curte história, biografias, Paris e música clássica
Eryk Kulm dá vida a Chopin em filme inédito que estreia em Floripa, nesta quinta-feira, com exclusividade no Paradigma Cine Arte. (Foto: Divulgação)

Publicado em 11/06/2026

Cinéfilos, amantes de Paris, de biografias e de música clássica: este é o seu momento! Uni-vos porque nesta semana tem uma estreia de encher não só os olhos, mas os ouvidos mais apurados. Isto porque é a vida do jovem Fryderyk que será contada no filme “Chopin, uma Sonata em Paris”. Ele, então com 25 anos de idade (vivido pelo ator Eryk Kulm), e já sendo o queridinho das altas cortes parisienses, inclusive do Rei da França. O longa, assinado pelo diretor polonês Michał Kwieciński, revela um Chopin inquieto, que sente sua vida esvair e, para manter sua criatividade apurada, compõe uma obra atrás da outra.

No filme, Chopin é retratado na Paris da década de 1830, dividido entre a música, os envolvimentos emocionais e as expectativas sociais. “O filme apresenta tanto sua vida pública – concertos, salões parisienses e a influência da literatura e da arte – quanto seu mundo privado: relacionamentos, amizades, saudade de sua terra natal e as lutas internas de um gênio que trabalhava com seu círculo para forjar seu som e sua identidade”, diz a sinopse.

Direção fiel à psiquê de um gênio da música

Michal Kwieciński, na sua rodada de entrevistas para o lançamento do filme, que percorreu diversos festivais europeus, pontuou que “desde o início, meu desejo era que Chopin fosse um símbolo universal – a personificação do criador e do gênio. Eu não conheci pessoalmente muitos gênios, mas, com base em suas cartas e na literatura, cheguei à conclusão de que Chopin realmente era um.” Dúvida alguma que este mestre da música clássica merecia uma cinebiografia para chamar sua, mas como retratar um personagem tão complexo?

 

Toda a genialidade, boemia e atmosfera de um Chopin nos anos 1830 em Paris.

 

Ao que tudo indica, a inspiração para o filme partiu de estruturada biografia em quatro volumes de Ferdinand Hoesick, Chopin: vida e obra. Trata-se de um estudo acadêmico brilhante, publicado no início do século XX, baseado em uma rica literatura e em fontes do século XIX. Foi essa obra que fez o diretor polonês capturar Chopin em suas telas. “Tudo o que li a respeito dele depois disso, me pareceu trivial”, diz ele.

“Quis apresentar Chopin como uma celebridade, mas não sei se ele gostava disso — creio que preferiria não ter sido um servo das multidões. A fama talvez lhe fosse um fardo. Meu objetivo, porém, não era reconstruir os fatos de sua vida, mas sim alcançar sua psique", conclui Kwieciński.

Atmosfera parisiense

Para quem ama filmes de época e a reconstrução daquele “ambiance” dos grandes salões burgueses e festas de Paris do século XVII, este filme é um deleite. Ele recria a cidade de Paris em 1835 e retrata a genialidade, a vida boêmia, as amizades e amores do músico, enquanto lida com o diagnóstico de tuberculose, sem cura na época.

A cinebiografia foca no período em que Chopin (1810-1849), com seu talento e personalidade cativante, estabelece-se como favorito da aristocracia francesa e transita pelos salões da alta sociedade, agradando inclusive o rei Louis-Philippe (Lambert Wilson, de “Matrix Resurrections”).

Durante o dia, dá aulas particulares para seu sustento. Seu relacionamento com a escritora George Sand (Josephine de La Baume) também ganha destaque, assim como a amizade com o músico Franz Liszt (Victor Meutelet).

O ator Eryk Kulm dá vida ao artista, um dos maiores compositores para piano da história, e por sua atuação foi premiado no Festival de Cinema Polaco de Toronto (EKRAN).

A produção do filme, que é franco-polonesa, tem sua estreia exclusiva em Florianópolis no Paradigma Cine Arte.

Confira horários e ingressos aqui. 

Assista ao trailer aqui.

 

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Sobre o autor

Karin Verzbickas

Karin Verzbickas

Jornalista conhecida por suas resenhas de filmes no Jornal Imagem da Ilha


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