Raul Sartori apresenta mix de notícias políticas de SC - 23/09
Agenda climática
São tantos, que logo será preciso um manual de meteorologia ou de climatologia para o catarinense leigo se informar e se atualizar. Afora enchente, furacão e tornado, já muito comuns, acrescentaram-se à lista recentemente outros fenômenos da natureza um tanto desconhecidos, como chuva preta e chuva orográfica. Uma quase novidade, porque já tinha ocorrido raríssimas vezes, apresentou-se nesta semana: um tsunami meteorológico, na região sul do Estado.
Novela Buzzi
A novela do ministro catarinense do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi, que em agosto foi afastado do cargo acusado de assédio e importunação sexual, mas ainda recebendo vencimentos proporcionais ao tempo de contribuição, teve um novo capítulo esta semana: a Advocacia-Geral da União ajuizou no Supremo Tribunal Federal uma ação para pedir a perda do seu cargo.
O que disse
O jaraguaense Filipe Luís, o festejado técnico do Mônaco, publicou em rede social uma mensagem para os jovens jogadores de futebol que sonham com a glória nos gramados e fora deles: “Oitenta por cento vivem em uma bolha. Acreditam que, se carregarem uma bolsa de grife, tênis de 400 euros e oito tatuagens, já são estrelas, e que por isso as pessoas vão respeitá-los”. Filipe não tem tatuagens, não busca chamar atenção, não ostenta seus carros de luxo e jamais protagonizou um escândalo midiático.
Voto feminino
Pesquisa da Hibou Pesquisas e Insights, publicada ontem, espanta: 47% dos brasileiros acreditam que existe hoje um movimento organizado para desestimular ou deslegitimar o voto das mulheres. Entre elas esse percentual sobe para 59%. Entre os homens, cai para 35%.
Náutica
A Associação Náutica Brasileira divulgou no 2º Fórum Náutico Internacional, semana passada, em Salvador, números que colocam SC na posição de maior polo náutico do Brasil. O setor tinha 94 empresas em 2011, agora passam de mil, que respondem por 70% da produção nacional de barcos de esporte e lazer, 74% das exportações brasileiras de tais produtos e pela manutenção de 250 mil empregos formais ligados à economia do mar.
Religião
Um recorte da pesquisa nacional Religião e Vida Pública no Brasil, com 15 mil entrevistados em 412 municípios, foi sobre práticas religiosas, como rezar: 81% responderam que rezam ao menos uma vez ao dia (inclusive 80% das pessoas sem religião). Já na frequência a cultos ou missas, 67% dos evangélicos vão semanalmente, contra 40% dos católicos.
El Niño
As causas, consequências, adaptações, mitigação e comunicação efetiva dos eventos climáticos extremos, como aqueles relacionados ao agora qualificado “super” El Niño, serão temas de palestras oferecidas por cientistas na Câmara dos Deputados, amanhã. SC estará presente com o professor da UFSC Paulo Hort e com o jornalista e mestrando em Oceanografia, também pela UFSC, Ricardo Wegrzynovski. Ambos os pesquisadores trazem perspectivas alarmantes sobre o tema.
PcD
Transcorreu anteontem o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Uma data para se reverenciar, pelo menos em SC, o extraordinário papel das 200 Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) existentes no Estado, que formam uma estrutura de atendimento que alcança mais de 32 mil pessoas.
Herança besquiana (1)
Vai e volta o finado Banco do Estado de SC (Besc) frequenta a mídia, e de forma negativa. A notícia do momento é que o agora encrencado banco Digimais, controlado pelo grupo Record, do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, comprou R$ 271,4 milhões de seus papéis podres por meio de um fundo de investimentos chamado Betel. Operação igual à feita pelo Banco Master, que para inflar seus balanços comprou os mesmos títulos, que não valem praticamente nada no mercado, como se valessem milhões. Até recentemente, os fundos do Master e do Digimais eram administrados pela Reag, gestora que foi liquidada pelo Banco Central em janeiro deste ano. Na última quinta-feira ele divulgou balanço com prejuízo de R$ 581,4 milhões no primeiro semestre deste ano.
Herança besquiana (2)
O Besc foi comprado pelo Banco do Brasil em 2008 e os certificados de ações que existiam na época (chamados cártulas), um documento físico, permaneceu com os acionistas, que em troca receberam ações eletrônicas do Banco do Brasil. Como não precisaram entregar os documentos físicos, tais papéis passaram a ser usados em fraudes, como se ainda representassem ações do Besc. Para o Tesouro Nacional esses papeis têm hoje apenas valor histórico.
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