Projeto apresenta soluções urbanas para o Centro da Capital
Florianópolis passa a contar com um novo estudo urbanístico que propõe mudanças estruturais para o Centro da cidade
Florianópolis passa a contar com um novo estudo urbanístico que propõe mudanças significativas para o Centro da capital. Entregue na manhã nesta quarta-feira (18), no TAC, o projeto “Floripa Centro: Repensando os Espaços Públicos para as Pessoas” reúne mais de 70 propostas elaboradas pelo escritório dinamarquês Gehl Architects, referência internacional na área.
A iniciativa foi financiada pela CDL Florianópolis e pela ACIF, com investimento de R$ 1,2 milhão, sem uso de recursos públicos. A articulação técnica ficou a cargo do Laboratório de Urbanismo e Arquitetura. O material foi apresentado no Teatro Álvaro de Carvalho e entregue ao prefeito Topázio Neto, que agora terá a responsabilidade de avaliar e encaminhar a possível implementação das diretrizes.
Planejamento com foco nas pessoas
O estudo começou a ser desenvolvido em setembro de 2025 e se baseia em conceitos como mobilidade sustentável, caminhabilidade e valorização da vida urbana. A proposta segue a lógica de cidade em escala humana, priorizando pedestres, crianças e idosos, com ambientes mais seguros, acessíveis e convidativos.
Mais de 100 pessoas participaram do processo, que incluiu análises técnicas, observação do uso dos espaços e encontros com moradores, comerciantes, escolas, entidades e representantes do poder público. A ideia foi entender como o Centro é utilizado no dia a dia para propor soluções alinhadas à realidade local.
Foi apresentado nesta quarta-feira (18) o projeto que propõe mudanças estruturais para o Centro de Florianópolis para os próximos anos.
Durante a apresentação, o prefeito Topázio Neto destacou o caráter estratégico do projeto para o futuro da cidade. “A partir da implantação do Plano Diretor 2022 temos a oportunidade de propor uma evolução da cidade até quando completar 400 anos”, afirmou. Ele também ressaltou o processo de construção da proposta: “Para termos uma cidade mais inclusiva, estamos recebendo o projeto que foi resultado de sete meses de trabalho”.
Nova praça no coração do Centro
Um dos principais destaques é a criação de uma praça-jardim no entorno do Mercado Público de Florianópolis, incluindo a área da Rua Francisco Tolentino. Com cerca de 8 mil metros quadrados, o espaço foi pensado para estimular a permanência de pessoas e fortalecer o comércio local.
Projeto internacional propõe mudanças estruturais sem uso de recursos públicos.
A proposta inclui nivelamento da via com as calçadas, priorização de pedestres, uso de vegetação nativa, jardins de chuva e pavimentos permeáveis. Também estão previstos espaços com sombra, iluminação adequada, áreas para eventos, feiras e convivência, além de estruturas como quiosques, pavilhões gastronômicos e uma fonte interativa.
O projeto ainda sugere reorganizar atividades comerciais existentes, como o Camelódromo, com realocação para estruturas mais integradas ao novo desenho urbano. A intenção é melhorar a circulação, reduzir ilhas de calor e conectar melhor o Mercado ao entorno, incluindo o TICEN.
Reconexão com o mar
Outro eixo estratégico trata da relação entre o Centro e a orla. A proposta prevê transformar a Avenida Beira-Mar Norte em um espaço mais voltado às pessoas, conectando toda a extensão entre o Parque Náutico Walter Lange e o Centro Integrado de Cultura.
A ideia é criar uma área contínua de lazer e convivência, com melhorias nas travessias, mais segurança viária e integração entre mobilidade e uso urbano. O objetivo é reforçar a ligação histórica da cidade com o mar e ampliar o uso desses espaços ao longo do dia.
Rua pensada para crianças e convivência
A Rua Esteves Júnior também integra o conjunto de propostas, com foco na criação de uma zona escolar. A região concentra grande fluxo de estudantes, com mais de 4,5 mil crianças e jovens circulando diariamente.
O projeto prevê medidas de redução de velocidade, áreas organizadas para embarque e desembarque, espaço para ônibus, bicicletário coberto e melhorias na visibilidade. O desenho urbano inclui arborização, pavimentos permeáveis, elementos lúdicos e espaços de convivência com bancos, mesas e áreas para atividades culturais.
Florianópolis passa a contar com um estudo urbanístico que propõe mudanças significativas para o Centro da capital.
A proposta busca transformar a via em um ambiente ativo ao longo de todo o dia, incentivando a permanência de moradores, estudantes e famílias, e não apenas o fluxo de passagem.
Participação coletiva e impacto econômico
Representantes das entidades envolvidas destacaram o caráter colaborativo da iniciativa. O presidente da CDL Florianópolis, Eduardo Koerich, afirmou que o projeto é resultado de construção conjunta. “Projeto reunido, executado por muitas mãos e mentes, trazendo uma cidade que pensamos para o futuro, a partir de uma ideia original do Marcelo e Valério Gomes”, disse.
Já o presidente da ACIF, Célio Bernardi, ressaltou o envolvimento da comunidade e a expectativa pela próxima etapa. “Agradeço aos mais de 100 voluntários que participaram do projeto. Estamos ansiosos para que o prefeito Topázio comece o grande trabalho de mudança da cidade”, afirmou.
O projeto foi entregue ao prefeito Topázio Neto, que deverá avaliar a viabilidade de implementação.
O estudo também dialoga com o novo plano de mobilidade urbana do município, que está em desenvolvimento e deve apresentar resultados ainda este ano. A proposta é integrar planejamento urbano e deslocamento, criando uma cidade mais acessível, dinâmica e preparada para o futuro.
Com o TAC lotado, a apresentação do projeto Gehl para a capital arrancou calorosos aplausos.
Da redação
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