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Procon revela disparada de preços em remédios
Glibenclamida 5 mg apresentou a maior variação, com preços que foram de R$ 1,99 a R$ 26,13 entre as farmácias pesquisadas

Procon revela disparada de preços em remédios
A diferença de preço entre medicamentos chamou a atenção do Procon Municipal de Florianópolis. (Foto: Divulgação/PMF)

Publicado em 27/08/2026

Um levantamento realizado pelo Procon Municipal de Florianópolis mostra que pesquisar preços antes de comprar medicamentos pode representar uma economia significativa. Entre os estabelecimentos consultados, foram encontradas diferenças superiores a 1.200% nos valores de remédios usados no tratamento de diabetes, hipertensão e colesterol.

A maior variação apareceu na Glibenclamida 5 mg, utilizada no tratamento do diabetes. O medicamento foi encontrado por preços entre R$ 1,99 e R$ 26,13, uma diferença de 1.213%. Na prática, o consumidor poderia desembolsar até 13 vezes mais pelo mesmo produto dependendo da farmácia escolhida.

Diferenças também aparecem em remédios para pressão e colesterol

Outro destaque da pesquisa foi a Hidroclorotiazida 25 mg, em embalagem com 30 comprimidos, usada principalmente no tratamento da pressão alta e da retenção de líquidos. Os valores identificados ficaram entre R$ 1,50 e R$ 16,15, representando uma variação de 976,67%.

Já a Atorvastatina cálcica 10 mg, também com 30 comprimidos, apresentou preços de R$ 19,90 a R$ 212,60. O medicamento, indicado para o controle do colesterol e para a redução do risco cardiovascular em pacientes com indicação de tratamento, teve diferença de 968,34% entre os estabelecimentos pesquisados.

Pesquisa pode ajudar a preservar o orçamento

Para o diretor do Procon Municipal de Florianópolis, Tiago Silva, os resultados reforçam a importância de comparar os valores antes da compra, principalmente porque os medicamentos pesquisados fazem parte da rotina de pessoas que precisam de tratamento contínuo.

Segundo ele, não se trata de produtos supérfluos, mas de itens necessários para o cuidado com a saúde. Diante das diferenças encontradas, a pesquisa de preços se torna uma ferramenta importante para evitar gastos maiores e proteger o orçamento das famílias.

O Procon orienta ainda que a comparação deve considerar mais do que apenas o valor da caixa. É necessário conferir o princípio ativo, a dosagem, a quantidade de comprimidos e a apresentação para garantir que os produtos comparados sejam realmente equivalentes.

Os preços registrados correspondem ao momento em que a pesquisa foi realizada e podem sofrer alterações posteriormente. O levantamento ocorreu ao longo da segunda-feira, 24 de agosto.

O órgão ressalta que a pesquisa possui caráter informativo e não substitui a orientação de profissionais de saúde sobre indicação, prescrição e uso dos medicamentos.

 

 

Da redação

Fonte: PMF

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