00:00
21° | Nublado

Plano Diretor redefine crescimento urbano em Floripa
Legislação estabelece critérios para novos empreendimentos, exige infraestrutura completa e prioriza preservação ambiental antes da ocupação

Plano Diretor redefine crescimento urbano em Floripa
Plano Diretor prevê infraestrutura, preservação ambiental e espaços públicos antes da criação de novos bairros. (Foto: Divulgação/PMF)

Publicado em 28/07/2026

O crescimento urbano de Florianópolis segue critérios definidos pelo Plano Diretor para garantir que novos empreendimentos sejam implantados com infraestrutura adequada, preservação ambiental e oferta de espaços públicos. A legislação determina uma série de exigências que devem ser cumpridas antes da aprovação de projetos em Áreas de Urbanização Específica (AUE), com o objetivo de promover um desenvolvimento mais organizado e reduzir os impactos da ocupação irregular.

De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, as normas asseguram que a expansão da cidade ocorra de forma planejada, oferecendo condições adequadas para atender os futuros moradores.

Planejamento antes da ocupação

Um dos principais instrumentos previstos no Plano Diretor é o Plano Específico de Urbanização (PEU), utilizado para orientar o desenvolvimento de grandes áreas destinadas à urbanização antes do início da ocupação. O documento estabelece regras relacionadas ao uso do solo, sistema viário, preservação ambiental, implantação de infraestrutura, definição de áreas públicas e demais parâmetros urbanísticos necessários para a criação de novos bairros planejados.

Nas Áreas de Urbanização Específica, o potencial construtivo básico é limitado por um Coeficiente de Aproveitamento (CA) de 1,0, o que significa que a área construída não pode ser superior à área do terreno. Além disso, apenas 45% da área total pode ser destinada ao parcelamento urbano. Os outros 55% devem permanecer com restrições de ocupação, voltados à preservação ambiental, corredores ecológicos, parques, áreas de produção sustentável e outros espaços livres previstos em cada projeto.

Segundo a secretária municipal de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Ivanna Tomasi, a principal diferença entre uma ocupação planejada e outra informal está na possibilidade de prever, desde o início, infraestrutura, áreas públicas e medidas de preservação ambiental, permitindo que a cidade cresça com mais qualidade urbana.

Infraestrutura é responsabilidade do empreendedor

Além das regras para ocupação do solo, a legislação determina que os empreendedores sejam responsáveis por implantar toda a infraestrutura necessária para viabilizar novos loteamentos e empreendimentos. Entre as exigências estão redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário, drenagem pluvial, iluminação pública, pavimentação das vias, calçadas acessíveis, áreas verdes, áreas institucionais e demais equipamentos previstos em cada projeto.

Os Planos Específicos de Urbanização também precisam contemplar soluções para mobilidade urbana, habitação de interesse social, preservação ambiental, adaptação às mudanças climáticas e estratégias de desenvolvimento para as áreas do entorno.

Um dos projetos atualmente em elaboração é o Plano Específico de Urbanização do Rio Tavares. A proposta ainda está em fase de desenvolvimento e deverá cumprir todas as etapas previstas em lei, como participação da comunidade, estudos ambientais, definição da infraestrutura urbana, estudos de mobilidade, previsão de habitação de interesse social e os licenciamentos urbanístico e ambiental. A Prefeitura destaca que a declaração de interesse público para elaboração de um PEU não representa a aprovação do empreendimento, que permanece sujeito às análises técnicas e às autorizações exigidas pela legislação.

Desafios da ocupação irregular

A Prefeitura ressalta que ocupações irregulares dificultam a implantação de equipamentos públicos, como escolas, unidades de saúde, áreas de lazer e melhorias no sistema viário, comprometendo a capacidade de atendimento do poder público e tornando futuras intervenções urbanas mais complexas.

Para Ivanna Tomasi, a cidade continuará recebendo novos moradores, e o desafio é garantir que essa expansão ocorra em áreas preparadas para recebê-los. Segundo a secretária, a escolha está entre permitir um crescimento organizado e planejado ou ampliar situações de ocupação sem infraestrutura adequada.

Diante do crescimento populacional da Capital, a administração municipal afirma que o Plano Diretor busca equilibrar expansão urbana, preservação ambiental, implantação de infraestrutura e oferta de serviços públicos, criando condições para um desenvolvimento sustentável nas próximas gerações.

 

 

Da redação

Fonte: PMF

Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!

Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!

Para mais notícias, clique AQUI

Siga-nos no Google notícias

Google News