O mercado e sua complexidade, por Octávio Lebarbenchon
Tecnologia, novas funções e mudanças nas demandas estão redesenhando as relações profissionais
O mundo vive um turbilhão sobre o modelo do mercado de trabalho.
Lembro-me de quando era jovem, quando existiam umas 15 profissões, todas tradicionais: médico, dentista, advogado, administrador e por aí vai.
Hoje, com a transformação total nas demandas e funções profissionais, temos cargos que às vezes nem sabemos falar direito, muitos deles em inglês.
A tecnologia revolucionou totalmente aquilo que entendíamos como mercado de trabalho.
Faz-se necessário que todos nós nos preparemos para isso, sejam empresários ou trabalhadores.
A mudança não está somente no nome, mas na atividade em si. Quem diria que teríamos uma divisão entre prospectador, vendedor, negociador e pós-venda? Antes, chamávamos todos de vendedores.
Essa transformação que está em curso exige muito estudo e muita adaptação empresarial.
Estamos certamente observando e vivendo a maior transformação do trabalho dos últimos 100 anos.
As universidades terão que se adaptar para não formar pessoas para um mercado que não existe e, ao mesmo tempo, as pessoas deverão entender que aquilo que dava certo no passado não necessariamente será útil na atualidade.
Também temos que entender que essas discussões sobre jornadas de trabalho são muito úteis, mas devem ser estudadas com muita responsabilidade, deixando as questões ideológicas de lado e verificando como ela vai funcionar e seus verdadeiros impactos.
Sabemos que o ócio é necessário e até pode ser criativo, como diria Domenico Di Masi, mas não podemos ser irresponsáveis e tomar decisões que possam gerar desequilíbrios graves no mercado de trabalho.
Sejamos sempre positivistas e altruístas, mas sempre com muita responsabilidade, ouvindo todos que serão impactados.
O que estamos vivendo é algo tão novo que ainda não existe uma bibliografia importante sobre este grande tema.
Minha vida como professor, formador de pessoas e empresário me ensinou a ter muita cautela em tempos em que não podemos ficar parados, esperando para ver o que vai dar.
Viva o novo mercado de trabalho e que estejamos prontos para vivê-lo da melhor maneira possível.
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Sobre o autor
Octávio Lebarbenchon
Empresário, consultor, conselheiro e professor universitário há mais de 30 anos na UDESC/Esag das matérias de negociação, vendas e liderança.
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