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Novo livro de Ruchita celebra a arte de se reinventar
Lançamento contará com roda de conversa, oficinas gratuitas, versão digital, audiobook e recursos de acessibilidade

Novo livro de Ruchita celebra a arte de se reinventar
Ruchita lança em Florianópolis um livro que transforma experiências pessoais em reflexões universais sobre identidade e mudança. (Foto: Iara Morselli)

Publicado em 20/07/2026

Com o título inspirado em uma frase de Clarice Lispector, a publicação reúne obras e performances da artista que investigam identidade, vulnerabilidade e os desafios de aceitar a transformação constante. O lançamento será gratuito e aberto ao público no dia 23 de julho, às 19h, na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis.

Após estrear sua primeira exposição individual, "Território de Passagem", no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP), Ruchita apresenta o livro "Todo momento de achar é um perder-se a si própria", que reúne fotografias de trabalhos desenvolvidos em diferentes linguagens, como fotografia, vídeo, instalação e performance. A publicação propõe reflexões sobre identidade, memória, corpo, silêncio e transformação. Durante o lançamento, a artista participa de uma roda de conversa com a curadora e editora Kamilla Nunes, com interpretação em Libras.

A obra parte de uma pergunta central: o que acontece quando aceitamos que nossa identidade está em constante mudança? Para Ruchita, reconhecer que ninguém se conhece completamente permite abandonar a necessidade de enquadramentos e encontrar formas mais autênticas de existir. A ideia dialoga diretamente com a frase de Clarice Lispector que inspira o título do livro.

Ao longo da publicação, a artista transforma experiências pessoais em questões universais, abordando a pressão por manter uma identidade estável e perfeita. Em sua pesquisa, o corpo torna-se território de investigação, as marcas ganham significado como memória e crítica, e o silêncio passa a representar um espaço de contemplação e autoconhecimento.

Essa reflexão também aparece na série "Alternar-se", criada após o diagnóstico de diabetes. A condição de saúde tornou-se metáfora da vulnerabilidade humana e da necessidade constante de adaptação. "A série fala justamente dessa adaptação permanente e da compreensão de que estamos sempre nos transformando", afirma a artista.

Além do lançamento, o projeto inclui duas oficinas gratuitas de arte e escrita com Kamilla Nunes, nos dias 23 e 24 de julho, na Fundação Cultural BADESC, mediante inscrição prévia pelo perfil. As vagas são limitadas.

Com tiragem de 200 exemplares, o projeto também disponibilizará uma versão digital gratuita e um audiobook voltado a pessoas com deficiência visual. Todas as atividades contarão com interpretação em Libras, reforçando o compromisso da iniciativa com a acessibilidade e a democratização do acesso à cultura.

 

 

Da redação

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