Instituto Guga Kuerten vê legado crescer com ex-educandos
Sete profissionais que participaram das oficinas na infância e na adolescência hoje atuam como educadores nos núcleos do IGK
No Dia do Professor, o Instituto Guga Kuerten (IGK) celebra não apenas o papel da educação, mas a força de um ciclo transformador que se renova dentro de seus próprios núcleos: o retorno de ex-educandos que hoje atuam como educadores na instituição. Ao todo, sete profissionais que vivenciaram a infância e a adolescência nas oficinas do IGK fazem parte da equipe atual, atuando como auxiliares, estagiários e professores contratados.
Jéssica Rodrigues iniciou sua trajetória como educanda no Núcleo Saco Grande do Programa Campeões da Vida. Foi na quadra do projeto que nasceu sua paixão pelo tênis e pelo esporte, impulsionando sua escolha profissional pela Educação Física. Hoje, Jéssica é professora contratada de tênis da instituição e vivencia diariamente a experiência de estar do outro lado do processo pedagógico.
“Às vezes a gente nem entende por que aquilo é importante. Quando eu era criança, eu não tinha tanto entendimento. E aí, quando eu realmente fui planejar uma oficina que eu parei e pude entender realmente o objetivo. Então eles sempre tiveram um objetivo em tudo aquilo que foi feito comigo lá criança e hoje eu entendo”, reflete.
Para o IGK, a presença desses profissionais na equipe pedagógica consolida a eficácia e o impacto de longo prazo das metodologias desenvolvidas em 26 anos de história. “Sempre acreditamos que o esporte e a educação são sementes de transformação, mas ver nossos jovens voltando para ensinar é a maior prova de que o ciclo se completou. Isso só mostra que o legado do Instituto está vivo, pulsando e sendo multiplicado por quem mais entende a essência do nosso trabalho”, destaca Alice Kuerten, presidente do Instituto.
A oportunidade de transformar realidades e servir de espelho para as crianças das comunidades é um dos principais combustíveis para quem vivenciou o programa na infância. “É a parte mais interessante, poder realmente fazer parte de algo que pode mudar ali o futuro de alguma criança, ou um momento dela. Foi através do projeto que eu conheci o tênis, que eu tive oportunidades. Realmente o projeto para mim é tudo”, destaca Jéssica. “Eu comecei pequena, e hoje eu me vejo muito grande.”
Ao integrar ex-alunos ao seu corpo docente, o Instituto Guga Kuerten reafirma sua missão de formar não apenas praticantes de esporte, mas cidadãos capacitados e agentes ativos de transformação social em suas próprias comunidades.
Da redação
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