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IBGE testa em Floripa censo inédito nacional
Levantamento testa questionários, sistemas e formas de abordagem antes da pesquisa nacional prevista para 2028

IBGE testa em Floripa censo inédito nacional
Durante a operação, as equipes avaliam questionários, sistemas eletrônicos, métodos de abordagem e o mapeamento de locais frequentados pela população em situação de rua. (Foto: Rodrigo Corrêa / Agência Alesc)

Publicado em 03/09/2026

Florianópolis recebe nesta semana uma prova piloto do primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, levantamento que será realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em todo o país, com previsão para 2028. A capital catarinense foi escolhida para representar a região Sul nesta etapa, ao lado de Manaus, Salvador, Belo Horizonte e Goiânia, que representam as demais regiões brasileiras.

O trabalho tem como objetivo avaliar, na prática, a metodologia que será utilizada no levantamento nacional. As equipes testam questionários, sistemas eletrônicos, formas de abordagem e o mapeamento dos locais onde essa população permanece ou circula. A coleta ocorre principalmente durante a noite, com apoio da Prefeitura de Florianópolis e de instituições que prestam atendimento à população em situação de rua.

Por que Florianópolis foi escolhida

Segundo o IBGE, a capital catarinense foi selecionada por características como a condição insular, a mobilidade e a sazonalidade do fluxo migratório relacionado ao turismo. A pesquisa também pretende reunir informações sobre trajetórias de vida e migração, renda, contato com familiares e aspectos relacionados à saúde.

A escolha das cinco capitais levou em conta critérios técnicos, incluindo a presença de pessoas em situação de rua vindas de diferentes origens. Santa Catarina, inclusive, foi o estado que registrou o maior crescimento migratório populacional no último Censo, realizado entre 2022 e 2023.

Cenário em Santa Catarina

O tema também vem sendo acompanhado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Desde 2021, a Comissão dos Direitos Humanos realiza audiências públicas sobre a população em situação de rua. Levantamentos citados pela Alesc apontam crescimento de 76% desse grupo no Estado entre 2021 e 2023, com estimativa de mais de 10 mil pessoas.

Em 2025, Santa Catarina também criou, por meio da Lei Estadual nº 19.380/2025, o Cadastro Estadual de Pessoas em Situação de Rua. A iniciativa busca reunir informações para subsidiar políticas públicas e ações de atendimento, encaminhamento e reinserção social. O cadastro ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Segurança Pública e, quando possível, deverá ser integrado ao CadÚnico, seguindo as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Os resultados da etapa piloto em Florianópolis ajudarão o IBGE a aperfeiçoar os procedimentos antes da realização do primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, previsto para 2028.

 

 

Da redação

Fonte: Alesc

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