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Greve em Floripa chega ao sexto dia
Descontos salariais não interrompem paralisação dos servidores municipais

Greve em Floripa chega ao sexto dia
A greve dos servidores municipais de Florianópolis chegou ao sexto dia nesta terça-feira (28) e segue impactando serviços públicos, principalmente nas áreas de saúde e educação. (Foto: Sintrasem)

Publicado em 28/04/2026

A paralisação dos servidores municipais de Florianópolis entrou no sexto dia nesta terça-feira (28) e continua provocando reflexos no atendimento à população, especialmente nas áreas de saúde e educação. Mesmo após o anúncio de desconto nos salários dos trabalhadores que aderiram ao movimento, a mobilização segue ativa.

De acordo com a prefeitura, a adesão à greve varia entre os setores e apresenta recuo em relação ao início. Na rede municipal de ensino, 28,6% dos profissionais estão paralisados, enquanto nos Núcleos de Educação Infantil Municipais (NEIMs) o índice chega a 27,9%. Apesar disso, todas as escolas permanecem funcionando normalmente, e apenas quatro unidades de educação infantil estão sem atendimento.

Na área da saúde, o índice de adesão informado pela administração é de 15,95%. Algumas unidades registram maior impacto, como os centros de saúde do Novo Continente, Jurerê, Trindade e Rio Tavares. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), por outro lado, seguem operando sem prejuízos relevantes. Já o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Ponta do Coral teve alterações no serviço de acolhimento.

Divergência nos números

Os dados apresentados pela prefeitura não coincidem com os divulgados pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem). A entidade afirma que a adesão na educação chega a 70%, enquanto nas demais secretarias municipais o percentual estaria próximo de 50%.

Impasse nas negociações

A greve foi deflagrada após a rejeição da proposta apresentada pela gestão do prefeito Topázio Neto durante as negociações da data-base. Segundo o sindicato, não houve avanço em pontos considerados centrais, o que levou ao encerramento das tratativas sem uma nova proposta.

Entre as principais reivindicações da categoria estão o cumprimento da legislação federal relacionada às auxiliares de sala e a revisão de portarias que, segundo os trabalhadores, impactam a educação. Na saúde, os servidores cobram definição sobre a recomposição salarial de técnicos de enfermagem, além da implementação do piso para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.

A pauta também inclui a realização de concurso público, convocação de aprovados, redução de terceirizações, defesa da previdência pública e diminuição da jornada de trabalho sem redução salarial.

Posicionamento da prefeitura

Em nota, a administração municipal lamentou a continuidade da greve e destacou que mantém diálogo com as categorias ao longo dos últimos anos, além de afirmar que tem cumprido os acordos firmados.

A prefeitura reforçou que já anunciou reajuste salarial com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e a manutenção das diretrizes do Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

Segundo a gestão, mais de 1,9 mil profissionais foram chamados no último ano, como parte de ações voltadas à valorização do serviço público. Um novo concurso também está em andamento, com oferta de mais de 40 cargos.

Ainda conforme a prefeitura, na educação foram convocados mais de 220 profissionais, entre professores e auxiliares, enquanto na saúde mais de 150 trabalhadores passaram a integrar a rede, incluindo dentistas, assistentes sociais e psicólogos, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento nas unidades.

Relembre o início da greve.

 

 

 

Da redação

Fonte: PMF/Sintrasem

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