00:00
21° | Nublado

Floripa amplia apoio a imigrantes e refugiados
Serviço especializado substitui o Hotel Social e oferece acompanhamento individual para fortalecer a autonomia de famílias imigrantes e refugiadas em até 90 dias

Floripa amplia apoio a imigrantes e refugiados
Florianópolis concluiu a transição para um novo modelo de acolhimento destinado a famílias imigrantes e refugiadas. (Foto: Allan Carvalho/PMF)

Publicado em 30/06/2026

A Prefeitura de Florianópolis finaliza nesta semana a implantação de um novo modelo de acolhimento voltado a famílias imigrantes e refugiadas. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Municipal de Assistência Social, substitui o atendimento antes realizado no Hotel Social por um serviço especializado, que amplia o acompanhamento das famílias e prioriza ações voltadas à integração social e à construção da autonomia.

A execução do novo serviço ficará sob responsabilidade da Missão Scalabriniana, organização com ampla atuação no atendimento à população migrante. O trabalho seguirá as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Assistência Social e busca oferecer um suporte mais abrangente durante o período de acolhimento.

Atendimento vai além da hospedagem

O novo formato deixa de concentrar esforços apenas na oferta de moradia temporária e alimentação. Cada família passará a contar com um plano individual de acompanhamento, desenvolvido para favorecer sua independência em um período médio de até 90 dias.

Entre as ações previstas estão a regularização da documentação, aulas de língua portuguesa, qualificação profissional, encaminhamento ao mercado de trabalho e acompanhamento técnico especializado. A proposta é criar condições para que os imigrantes e refugiados reconstruam suas trajetórias com mais segurança, dignidade e autonomia.

Transição do Hotel Social

A mudança foi construída pelas equipes técnicas da Secretaria Municipal de Assistência Social ao longo do processo de encerramento das atividades do Hotel Social. No início da transição, o espaço atendia 22 núcleos familiares. Atualmente, apenas três famílias permanecem no local e serão transferidas para o novo serviço nos próximos dias.

As demais famílias já deixaram o acolhimento após conquistarem alternativas como moradia, inserção no mercado de trabalho ou outras soluções construídas durante o acompanhamento social. Mesmo após o desligamento do serviço, elas continuarão sendo acompanhadas pelas equipes da assistência social em seus territórios.

Segundo o secretário municipal de Assistência Social, Raphael Martins, o novo modelo mantém o acolhimento como um direito das famílias em situação de vulnerabilidade, mas amplia seu alcance ao integrá-lo a um plano de acompanhamento voltado à independência. De acordo com ele, a proposta também fortalece a inserção comunitária, amplia as oportunidades de acesso ao trabalho e contribui para que as famílias deixem o serviço com condições de seguir suas vidas de forma autônoma.

Inclusão e soluções de longo prazo

Além de aperfeiçoar o atendimento prestado, o novo modelo reforça o papel da assistência social como instrumento de proteção e inclusão. A estratégia prioriza soluções permanentes para reduzir situações de vulnerabilidade, estimular a integração das famílias à comunidade e ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho, promovendo uma reconstrução de vida baseada na autonomia e na inclusão social.

 

 

Da redação

Fonte: PMF

Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!

Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!

Para mais notícias, clique AQUI

Siga-nos no Google notícias

Google News