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Emprego e moradia mudam vidas em Florianópolis
Em 2026, 213 pessoas acolhidas na Passarela da Cidadania foram encaminhadas para vagas de trabalho por meio da Central de Trabalho e Oportunidades

Emprego e moradia mudam vidas em Florianópolis
Em 2026, 213 pessoas acolhidas na Passarela da Cidadania foram encaminhadas para oportunidades profissionais por meio da Central de Trabalho e Oportunidades. (Foto: Freepik)

Publicado em 26/08/2026

O acesso ao emprego tem sido utilizado como uma das estratégias da Prefeitura de Florianópolis para apoiar pessoas em situação de rua na construção de uma nova etapa de vida. Em 2026, 213 pessoas acolhidas na Passarela da Cidadania, na Passarela Nego Quirido, foram encaminhadas para oportunidades de trabalho por meio da Central de Trabalho e Oportunidades.

A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria Municipal de Assistência Social e busca aproximar os usuários dos serviços de acolhimento das vagas disponíveis no mercado. Atualmente, 29 empresas são parceiras da ação, ampliando as possibilidades de inserção profissional e geração de renda.

Emprego como caminho para a moradia

A conquista de uma fonte de renda pode representar um avanço importante para quem busca deixar os serviços de acolhimento e retomar a autonomia. Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Zena Becker, o emprego pode permitir que algumas pessoas assumam despesas como o aluguel e, dessa forma, consigam estruturar uma residência própria.

Neste ano, 21 pessoas já deixaram os serviços de acolhimento e passaram a morar por conta própria. A saída é acompanhada pelas equipes da assistência social, que trabalham para que a mudança aconteça de acordo com as condições e necessidades de cada pessoa.

O processo, porém, não termina no momento em que o usuário deixa o abrigo. Durante a fase inicial de adaptação, os moradores que já conquistaram uma residência podem continuar recorrendo a serviços oferecidos pela rede de acolhimento, como alimentação e lavanderia.

Rede de assistência acompanha a transição

O objetivo é garantir suporte enquanto a pessoa organiza a vida financeira e estrutura a nova moradia. O acompanhamento também pode envolver profissionais de diferentes áreas, como assistentes sociais e psicólogos, conforme a necessidade identificada pelas equipes.

Quando é necessário, esses profissionais fazem a articulação com outros serviços públicos. Entre eles estão os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), ampliando o atendimento durante o período de adaptação.

Para Zena Becker, o acolhimento deve funcionar como uma etapa de proteção e reconstrução, e não como uma situação permanente. A proposta da política de assistência é criar condições para que cada pessoa avance gradualmente em direção à independência, respeitando suas possibilidades.

Nesse contexto, a conquista de um emprego e de uma moradia representa parte de um processo mais amplo de reconstrução da vida. Mesmo após a saída do acolhimento, a rede municipal permanece disponível para oferecer suporte quando necessário.

 

 

Da redação

Fonte: PMF

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