Capital reforça limpeza urbana com novos equipamentos
Prefeitura investiu cerca de R$ 30 milhões em equipamentos e prepara equipes para fortalecer as metas do Pacto Floripa Lixo Zero
A Prefeitura de Florianópolis está preparando profissionais da limpeza pública e da manutenção urbana para incorporar as metas do Pacto Floripa Lixo Zero às atividades diárias. A iniciativa busca melhorar a gestão dos resíduos, diminuir o descarte irregular e reduzir o período em que o lixo permanece nas ruas.
A capacitação reuniu, na quarta-feira, chefes e encarregados da Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap). Nesta quinta-feira, será a vez dos intendentes distritais participarem da atividade.
Segundo o secretário de Infraestrutura e Manutenção da Cidade, Rafael Hahne, o compromisso com a redução de resíduos envolve moradores, trabalhadores e visitantes da Capital. Além de diminuir o volume de lixo produzido nas residências, a proposta prevê a conservação dos espaços públicos, com ruas e praças limpas e organizadas.
Novos equipamentos reforçam a operação
Desde o início de 2026, a administração municipal investiu aproximadamente R$ 30 milhões em equipamentos, por meio de convênio com o Governo do Estado. Os recursos foram destinados a veículos que permitem recolher os resíduos durante a execução dos próprios serviços de limpeza e manutenção urbana.
Entre os reforços estão 20 caminhões novos equipados com cabine suplementar, que transportam com segurança até nove pessoas, ferramentas de trabalho e quatro toneladas de resíduos. A frota também recebeu seis triciclos destinados à coleta dos sacos de lixo fechados pelas equipes de garis.
Os novos veículos contribuem para agilizar o recolhimento e diminuir o tempo de permanência dos resíduos nas vias públicas, reduzindo a exposição do material nas ruas.
Orientação ajuda a evitar descartes irregulares
A formação é conduzida por Tamara Gaia, engenheira civil e técnica em Saneamento da Comcap. Ela atuou como gerente da Coleta Seletiva entre 2021 e 2025 e coordenou a área de Coleta de dezembro de 2025 a agosto de 2026.
De acordo com a técnica, os profissionais que trabalham na limpeza e na manutenção urbana também podem orientar a população sobre as alternativas disponíveis para o descarte correto de materiais. Entre elas estão os nove Ecopontos distribuídos pela cidade e o serviço de remoção agendada de resíduos volumosos, como móveis e eletrodomésticos.
O uso desses serviços ajuda a impedir que objetos sejam abandonados irregularmente em ruas e calçadas. Além de comprometer a organização dos espaços públicos, o descarte inadequado pode estimular o acúmulo de outros resíduos e favorecer a presença de vetores de doenças.
As equipes também podem colaborar com a conservação das áreas próximas aos pontos de entrega voluntária (PEVs) de vidro, incentivando a utilização adequada desses locais. A previsão é que a rede de coleta chegue a 400 contentores instalados em Florianópolis ainda em 2026. O vidro recolhido nesses pontos é um material 100% reciclável.
Limpeza urbana também contribui para a compostagem
Outra frente de atuação envolve o aproveitamento dos resíduos orgânicos gerados nos serviços de manutenção. O material proveniente da roçagem, por exemplo, pode ser encaminhado para a compostagem, contribuindo para a destinação adequada desses resíduos.
Durante o inverno, os restos vegetais retirados de canteiros e margens de rodovias ajudam a suprir a escassez de palha utilizada nas leiras de compostagem. Dessa forma, os trabalhos de manutenção urbana também podem colaborar com o reaproveitamento de materiais.
Para Tamara Gaia, a integração entre a população, os serviços de limpeza e manutenção e a coleta de resíduos é fundamental para diminuir o descarte inadequado e acelerar os avanços em direção a uma cidade mais sustentável.
Da redação
Fonte: PMF
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