Capital integra programa nacional de ação climática
Proposta prevê implantação de pátios de compostagem e incentivo à economia circular
Florianópolis foi escolhida para integrar uma iniciativa nacional voltada ao enfrentamento das mudanças climáticas. A capital catarinense passa a contar com suporte técnico e institucional de redes internacionais para desenvolver um projeto específico na área de resíduos, com horizonte de implementação até 2027.
O apoio vem do Programa Mutirão Brasil, conduzido pelas organizações C40 Cities e pelo Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM). A formalização da parceria ocorreu na terça-feira, 24, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do município.
Projeto entre os selecionados nacionais
A proposta da cidade, intitulada “Tratamento Descentralizado de Resíduos Orgânicos”, foi uma das escolhidas em um processo que reuniu mais de 150 iniciativas de todo o país. Ao final, 33 cidades e dois estados foram contemplados com suporte técnico e financeiro para desenvolver ações climáticas em diferentes frentes.
Entre as áreas prioritárias estão mobilidade urbana, gestão de resíduos e orçamento climático, além do apoio à elaboração de planos de ação climática, especialmente em municípios da região amazônica.
Estrutura e apoio técnico
No caso de Florianópolis, o projeto prevê a identificação de locais adequados para a instalação de pátios de compostagem e hortas comunitárias. Também estão incluídas a elaboração dos projetos executivos, orientação jurídica para operação das estruturas e auxílio na captação de recursos para viabilizar as iniciativas.
A proposta do município é implantar três unidades descentralizadas de compostagem. Esses espaços devem receber resíduos orgânicos previamente separados nas residências, com coleta regular e logística adaptada às características de cada região.
Além de ampliar o acesso ao tratamento adequado dos resíduos, a iniciativa pretende fortalecer espaços comunitários, incentivar a produção de alimentos e abrir oportunidades de trabalho para composteiros locais. O modelo também poderá ser replicado em outras cidades.
Redução de emissões e economia circular
O projeto integra a frente de gestão de resíduos do Programa Mutirão Brasil, que busca reduzir as emissões de metano associadas ao descarte de resíduos sólidos. As ações incluem estratégias para diminuir o desperdício, incentivar o reaproveitamento e ampliar soluções baseadas na economia circular.
A expectativa é que, com os projetos apoiados, seja possível tratar cerca de 20 mil toneladas de resíduos orgânicos por ano. Isso representa o potencial de evitar a emissão de até 35 mil toneladas anuais de gases equivalentes a CO₂.
Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Alexandre Waltrick, Florianópolis já apresenta índices superiores à média nacional na destinação de resíduos orgânicos, com cerca de 13% sendo desviados de aterros sanitários. Para ele, o apoio recebido permitirá avançar na estruturação de ações com resultados mensuráveis e contribuir para as metas de lixo zero.
Iniciativa nacional
Lançado em novembro do ano passado durante o Fórum de Líderes Locais da COP30, no Rio de Janeiro, o Programa Mutirão Brasil tem como objetivo transformar metas climáticas em ações concretas nos municípios.
A iniciativa deve beneficiar mais de 50 cidades em 19 estados brasileiros até 2027. Além da gestão de resíduos, o programa atua em áreas como finanças climáticas, acesso a dados, inclusão nas políticas ambientais e articulação internacional, reforçando o papel das cidades no enfrentamento das mudanças climáticas.
Da redação
Fonte: PMF
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