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Cães da Dibea passam por escola de psicologia
Durante dois anos, os cães receberão acompanhamento técnico para melhorar a convivência com famílias e outros animais

Cães da Dibea passam por escola de psicologia
A iniciativa atende animais com dificuldades de socialização, comportamento reativo ou traumas que dificultam a adaptação em novos lares. (Foto: Divulgação/PMF)

Publicado em 22/06/2026

A expectativa de encontrar um novo lar pode ganhar um impulso importante para 50 cães acolhidos pela Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea), em Florianópolis. A Prefeitura iniciou o encaminhamento dos animais para uma escola especializada em adestramento e psicologia canina, onde eles passarão por um processo de ressocialização com duração estimada de dois anos. O investimento será custeado pelo município.

A iniciativa busca melhorar as condições de convivência dos cães, especialmente daqueles que apresentam comportamentos agressivos, reativos ou níveis elevados de agitação, características que costumam dificultar a adoção.

Ressocialização para ampliar as chances de adoção

Entre os animais que participarão do projeto está Draco, um pitbull resgatado em 2022 e considerado um dos casos mais desafiadores pela equipe da Dibea. Com comportamento reativo, ele permanece à espera de uma família há vários anos. A maior parte dos cães incluídos na ação é formada por pitbulls e raças semelhantes, muitos deles com dificuldades de socialização.

Além dos animais mais agressivos, o programa também atenderá cães considerados dóceis, mas que enfrentam obstáculos relacionados à convivência com outros animais ou à adaptação em ambientes desconhecidos.

Durante o período de treinamento, os cães permanecerão em tempo integral na escola especializada, recebendo acompanhamento contínuo para desenvolver comportamentos mais adequados ao convívio familiar.

Histórias marcadas por traumas

Outro exemplo é Salvatore, um pastor alemão resgatado há quatro anos. Quando foi encontrado, carregava uma corrente presa ao pescoço desde a fase de filhote, situação que provocou uma grave lesão. Embora os danos físicos tenham sido tratados, as consequências emocionais ainda permanecem.

Segundo o especialista em comportamento canino Gustavo Fleury, o cão ainda não aceita o uso de coleiras na região do pescoço, reação ligada ao trauma vivido. De acordo com ele, a recuperação depende de um trabalho diário baseado em comandos, carinho, paciência e técnicas específicas de manejo.

Adoção continua durante o treinamento

Mesmo com os cães participando do processo de reeducação comportamental, as adoções continuarão sendo realizadas. As famílias interessadas poderão conhecer os animais e serão orientadas para que a escolha leve em consideração tanto as características dos cães quanto o perfil de cada lar.

A proposta é identificar qual ambiente oferece as melhores condições para cada animal, favorecendo uma convivência equilibrada e duradoura. Caso a adoção aconteça antes da conclusão do treinamento, o acompanhamento poderá seguir normalmente até o fim do processo, sem qualquer custo adicional para os adotantes.

Interessados em adotar um dos cães podem entrar em contato com a Dibea pelo WhatsApp: (48) 99117-4080.

 

 

Da redação

Fonte: PMF

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