As alucinações da IA, por Octávio Lebarbenchon
Reflexão destaca os impactos da IA no mercado de trabalho, na educação e reforça que o fator humano continua sendo indispensável
Hoje parece que, se você não conhece o assunto inteligência artificial, você pertence a outro planeta.
Isso não é verdade, fique tranquilo.
Como toda ferramenta tecnológica, é natural que muitas coisas mudem com ela. Há uma mudança do status quo, há profetas do apocalipse e também há futuristas de plantão.
Mas também não podemos ser ingênuos e não perceber que tem muito dinheiro e muitos negócios em jogo.
É em cima disso que devemos fazer muitas reflexões.
Na semana passada, um futurista de plantão elencou os empregos que serão afetados diretamente pela IA. Sim, é verdade que estamos vivendo uma das maiores transformações da humanidade na área do trabalho, mas também é verdade que novas oportunidades estão surgindo e que certamente abrirão novos horizontes.
Sou também professor universitário e percebo o grande desafio que a educação está passando.
Há várias perguntas no ar. Uma delas é: será que estamos formando os novos profissionais para este novo mundo ou ainda não sabemos quais são os caminhos ideais?
Bem, na verdade, trouxe este assunto para nossa reflexão.
Para que possamos também dar nossa opinião e incluir nossos conhecimentos no mercado, além de colocar o tema em reflexão e no imaginário das pessoas.
Usar as ferramentas já me parece algo óbvio. Preparar uma reunião, fazer a ata, construir um conteúdo, tudo parece que agora ficou mais fácil.
Verdade, está mais fácil, mas o conteúdo do assunto, a inteligência sobre o tema, isso não mudou. Pelo contrário, há que estudar ainda mais e cada vez mais.
A IA facilita a nossa vida, mas não pode roubá-la de nós.
Neste mundo hiperconectado, a IA nos ajuda a sermos mais ágeis, mas não esqueçam: ela também alucina. E, para não deixar que ela alucine na sua frente, recomendo que sejamos o que sempre temos que ser: os líderes desta ferramenta, o usuário-chefe.
Aprendamos, então, a utilizar a IA com inteligência e cautela, lembrando que, acima das máquinas, existem os humanos, e somente nós podemos criar ou destruir a IA.
Como diria um comercial por aí: use com moderação e seja feliz.
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Sobre o autor
Octávio Lebarbenchon
Empresário, consultor, conselheiro e professor universitário há mais de 30 anos na UDESC/Esag das matérias de negociação, vendas e liderança.
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