Arquitetos ganham caminho para atuar no Mercosul
Iniciativa permitirá que arquitetos e urbanistas brasileiros atuem nos países do bloco após consolidação do acordo
O Brasil só perde para a China em número de arquitetos e urbanistas. São 240 mil profissionais registrados no CAU, usufruindo de serviços e sistemas que facilitam o exercício da profissão, como o CAU Digital, uma plataforma com interface intuitiva para organizar os portfolios, simplificar processos técnicos e administrativos. No dia 23 de julho, em Florianópolis, o CAU/BR avançou ainda mais, para que os arquitetos e urbanistas do Brasil possam atuar também no exterior.
O Acordo Marco do Mercosul, promulgado no Brasil pelo Decreto nº 12.999, de 8 de junho de 2026, autorizou a mudança, e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo já deu a largada para implantar a mobilidade profissional. Na assembleia paralela ao 11º Fórum Internacional do Patrimônio Arquitetônico Brasil-Portugal, representantes de três países assinaram o Memorando de Entendimento para a construção do Convênio de Reconhecimento Recíproco e Outorga de Matrículas Temporárias entre entidades profissionais de arquitetura e urbanismo dos países do Mercosul.
São signatários do convênio a presidente do CAU/BR, Patrícia Sarquis Herden, a presidente do Consejo Profesional de Arquitectura y Urbanismo da Argentina, Graciela Novoa, e o presidente da Federación Argentina de Entidades de Arquitectos, David Ray - presentes na solenidade, em Florianópolis - além da presidente da Asociación Paraguaya de Arquitectos, Maria Luisa Blanes, e do presidente da Sociedad de Arquitectos del Uruguai, Alberto Leira. Comemorando o avanço, a presidente do CAU/BR destacou que a iniciativa foi construída de forma coletiva, ao longo de 20 anos. “Esta comissão não nasceu hoje nem nos últimos meses. O Acordo é fruto do trabalho de muitas pessoas que contribuíram para que chegássemos até aqui, e espero que seja o primeiro passo de muitos que ainda virão”, reconhece Patrícia.
A partir do acordo de cooperação entre o CAU/BR e as entidades que representam arquitetos e urbanistas no Mercosul, previsto para ser consolidado em dezembro de 2026, os profissionais brasileiros poderão exercer a profissão nos países do bloco, e vice-versa. “O Brasil e a Argentina, somados, representam mais de 350 mil arquitetos, e precisamos nos dar conta desta potência. Unidos, podemos ampliar a representação dos arquitetos do Cone Sul e criar oportunidades que, individualmente, nenhum profissional conseguiria alcançar”, destacou o presidente da FADEA, David Ray.
Da redação
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