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Após chuvas, preços de materiais assustam consumidores
Pesquisa em cinco estabelecimentos de Florianópolis encontrou variações expressivas em produtos usados na recuperação de imóveis atingidos pelas chuvas.

Após chuvas, preços de materiais assustam consumidores
O Procon Municipal de Florianópolis encontrou diferença de até 356,08% nos preços de materiais utilizados para reparar imóveis atingidos pelas fortes chuvas e temporais. (Foto: Divulgação)

Publicado em 01/09/2026

Uma pesquisa realizada pelo Procon Municipal de Florianópolis na segunda-feira (31) identificou diferenças expressivas nos preços de materiais de construção usados para reparar imóveis atingidos pelas fortes chuvas e temporais. O levantamento foi feito em cinco estabelecimentos da Capital e encontrou variações de até 356,08% entre os valores cobrados.

O cenário preocupa principalmente porque muitos moradores precisam comprar os produtos com urgência para recuperar os danos nas residências. Entre os itens procurados estão lonas, madeiras, pregos, telhas e impermeabilizantes, utilizados tanto para reparos quanto para proteção emergencial dos imóveis.

Madeira tem maior variação

A maior diferença registrada pelo órgão foi no preço da ripa de madeira vendida por metro. O produto foi encontrado entre R$ 2,96 e R$ 13,50, uma variação de 356,08%.

Outro destaque foi o prego para telhado, cujo quilo apresentou preços de R$ 12,00 a R$ 32,00. Nesse caso, a diferença entre os estabelecimentos chegou a 166,67%.

As lonas plásticas, que podem ser utilizadas para proteger temporariamente as casas da chuva, também apresentaram grandes oscilações. A lona preta com quatro metros de largura custava de R$ 3,95 a R$ 10,00 por metro, uma diferença de 153,16%. Já o produto com seis metros de largura foi encontrado entre R$ 6,10 e R$ 15,00 por metro, variação de 145,90%.

O levantamento também verificou o preço do impermeabilizante de 3,6 litros. Os valores ficaram entre R$ 49,90 e R$ 125,00, representando uma diferença de 150,50%.

Procon promete acompanhar os preços

Considerando os cinco produtos pesquisados, as diferenças ficaram entre 145,90% e 356,08%. Para o Procon, os números reforçam a necessidade de comparar preços antes de fechar a compra, especialmente durante o período de recuperação dos imóveis afetados pelas chuvas.

O diretor do Procon de Florianópolis, Tiago Silva, afirmou que o órgão acompanhará os valores cobrados pelos estabelecimentos e que possíveis aumentos sem justificativa serão investigados.

“Depois de uma chuva dessa, com tanta gente tendo prejuízo e precisando correr para consertar a casa, não vamos aceitar aumento de preço sem justificativa. Não é hora de ninguém tentar se aproveitar da necessidade das famílias. O Procon está acompanhando os preços e vai fiscalizar. Se houver aumento sem motivo, vamos cobrar explicações e tomar as medidas necessárias. A população precisa de apoio neste momento, e não pagar mais caro justamente quando mais precisa”, declarou.

A diferença de valores entre lojas, entretanto, não caracteriza automaticamente uma prática abusiva. O Procon explica que, diante da situação excepcional e da maior procura por determinados materiais, será feito um acompanhamento da evolução dos preços.

Caso sejam identificadas irregularidades, o órgão poderá realizar autuações e aplicar multas. Também poderá solicitar aos fornecedores notas fiscais de compra e outros documentos capazes de comprovar a existência de justificativa econômica para eventuais reajustes.

Orientação é pesquisar antes de comprar

A recomendação aos consumidores é consultar diferentes estabelecimentos antes de adquirir os materiais necessários para os reparos. O Procon também orienta que sejam guardados notas fiscais, orçamentos e registros dos preços anunciados.

Se houver suspeita de aumento injustificado, o consumidor pode comunicar a situação ao órgão, que fará a análise e poderá realizar a fiscalização.

 

 

Da redação

Fonte: PMF

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