A geração prateada, por Octávio Lebarbenchon
Profissionais acima dos 60 anos seguem ativos e influentes em diferentes áreas
A minha vida de professor e empresário sempre me fez unir a teoria e a prática.
Acredito muito neste binômio, pois a teoria nos cria a inteligência, e a prática coloca o que conhecemos em funcionamento e em prova.
Não tenho nenhuma dúvida de que o mundo acadêmico é fundamental para que possamos criar nossas ideias próprias e discutir as ideias criadas pelos estudiosos sobre os mais diversos temas existentes na sociedade.
No entanto, também é muito importante que pratiquemos tudo aquilo que a gente aprende para saber se a teoria tem ação prática no mundo que a gente vive ou no mundo real que estamos criando todos os dias.
E é aí que trago para nossa discussão de hoje o que muita gente já chama de geração prateada.
A geração prateada, mais conhecida como a geração com a idade acima dos 60 anos, está demonstrando que ela conseguiu, de maneira brilhante, unir a teoria, ou seja, tudo aquilo que foi aprendido nos bancos escolares, com a prática, com mais de 30 ou 40 anos aplicando esta teoria no dia a dia das organizações da vida cotidiana.
Fica cada vez mais claro que o que nós, ou a sociedade, chamávamos de velhos são, na verdade, uma das maiores fontes de inspiração do mundo moderno e com uma gigante capacidade de trabalho e uma enorme habilidade de transformação da sociedade, contribuindo para que as pessoas, para que o mundo possa continuar evoluindo com os conhecimentos aprendidos e com a prática realizada durante anos e anos de vida.
A geração prateada nada mais é do que esse grupo de pessoas que uniu, durante muitos anos, muito conhecimento, muita inteligência e, ao mesmo tempo, muita ação, onde muitas coisas foram realizadas, botando sempre em xeque se a teoria realmente funciona ou se, a partir dela, podemos criar novos procedimentos.
Aliás, nunca ficou tão claro que a teoria, tão importante para a evolução da humanidade, só funciona quando praticada, seja na ciência como um todo, seja na economia, seja na medicina, seja na saúde, na educação, seja em qualquer canto da vida em sociedade.
Tenho tido a oportunidade de praticar esse binômio teoria e prática após mais de 40 anos de estudos acadêmicos, especialmente nas universidades, e mais de 35 anos no mercado de trabalho, entendo a relação super positiva entre esses dois campos da vida humana.
E aqui vai mais uma mensagem: a geração prateada, na qual os sessentões, setentões ou até oitentões, estão atuando de maneira brilhante, comandando empresas, liderando universidades, participando de conselhos, atuando em todos os campos da vida em sociedade. Então, por que não dizer "Viva a geração prateada!", essa geração que apoia e ajuda todas as gerações, e que, através dela, consegue dar ao mundo uma percepção mais humanística, com menos mimimi e muito trabalho, mas também com muito amor e paixão.
Bem-vindos, jovens senhores e senhoras da geração prateada. O mundo é para todos.
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Sobre o autor
Octávio Lebarbenchon
Empresário, consultor, conselheiro e professor universitário há mais de 30 anos na UDESC/Esag das matérias de negociação, vendas e liderança.
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