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21 comunidades vão decidir o futuro do Maciço do Morro da Cruz
Projeto da PMF reúne moradores para definir propostas de infraestrutura, inclusão social, segurança e preservação ambiental

21 comunidades vão decidir o futuro do Maciço do Morro da Cruz
Lideranças comunitárias participaram do primeiro encontro do projeto, em 21 de outubro, e apontaram necessidades relacionadas ao saneamento básico, ao fornecimento de energia elétrica, ao acesso à saúde e à oferta de espaços de esporte, cultura e lazer. (Foto: Felipe Szterling/PMF)

Publicado em 23/10/2026

Iniciativa da Prefeitura de Florianópolis prevê propostas para infraestrutura, inclusão social, segurança e preservação ambiental, com participação dos moradores e planejamento até 2027.

A construção de soluções para melhorar a qualidade de vida no Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis, começou a mobilizar moradores, lideranças comunitárias e poder público. A Prefeitura iniciou, na quarta-feira (21), o projeto Juntos pelo Maciço, que envolve 21 comunidades na elaboração de propostas para o desenvolvimento urbano e social da região.

Coordenada pela Secretaria de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, a iniciativa integra o Programa Floripa 400 e pretende estabelecer diretrizes para o território a curto, médio e longo prazo, considerando as necessidades apontadas pela população.

O trabalho será orientado pelos princípios do Urbanismo Social Regenerativo, que busca integrar políticas públicas e combinar melhorias na infraestrutura com inclusão social e preservação ambiental.

Moradores apontam prioridades para a região

O primeiro encontro com as comunidades ocorreu na noite de 21 de outubro e marcou o início das atividades de escuta e planejamento participativo. Entre as demandas apresentadas pelas lideranças estão melhorias na infraestrutura urbana, no fornecimento de energia elétrica e no saneamento básico.

Os participantes também destacaram a necessidade de ampliar o acesso a postos de saúde, equipamentos públicos e espaços destinados ao esporte, à cultura e ao lazer.

Essas contribuições serão incorporadas ao diagnóstico do território e à elaboração das propostas. A intenção é que as decisões considerem tanto os aspectos técnicos quanto as experiências de quem vive diariamente nas comunidades.

Entre 27 de outubro e 5 de novembro, estão previstas seis oficinas participativas. Os encontros deverão identificar desafios e potencialidades locais, além de definir coletivamente as prioridades que orientarão as intervenções futuras.

Planejamento prevê diretrizes até 2027

O resultado do processo será reunido no Masterplan do Maciço do Morro da Cruz, documento que deverá apresentar estratégias, diretrizes e projetos para o desenvolvimento da região. A conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

A proposta também pretende conciliar a regularização fundiária de áreas já consolidadas com a proteção das áreas verdes remanescentes, incluindo nascentes e cursos d'água. Os desafios relacionados à ocupação urbana e às áreas de risco também deverão fazer parte das discussões.

O projeto está estruturado em quatro eixos: segurança cidadã, infraestrutura urbana, adaptação climática e inclusão social. A partir deles, serão discutidas soluções adequadas às características de cada comunidade.

Segundo o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, a iniciativa busca aproximar a gestão pública dos moradores e articular políticas que considerem as particularidades de cada território, conciliando desenvolvimento urbano e preservação ambiental.

A secretária de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Ivanna Tomasi, afirma que o trabalho também pretende estabelecer metas de longo prazo para a cidade, com diretrizes que permitam acompanhar os avanços e avaliar os resultados das ações públicas.

Projeto reúne instituições e experiências internacionais

Além da Prefeitura e das comunidades, a iniciativa conta com o apoio técnico e metodológico de um consórcio formado por Insper Cidades, Arq.Futuro Projetos, Laboratório de Urbanismo e Arquitetura (LUA), Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM) e Floripa Sustentável.

A metodologia do Urbanismo Social Regenerativo tem entre suas referências Medellín, na Colômbia. Na cidade colombiana, os Projetos Urbanos Integrais combinaram intervenções em espaços públicos, habitação e mobilidade, com participação comunitária no planejamento das transformações.

Para Kelly Vieira, subsecretária de Habitação, o envolvimento dos moradores é essencial para que as propostas correspondam à realidade local. A ideia, segundo ela, é construir soluções em conjunto com as comunidades, valorizando o conhecimento e a experiência de quem conhece a história e os desafios do Maciço do Morro da Cruz.

 

 

Da redação

Fonte: PMF

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