Vendas da Fiat Titano caem 26% em 2026
Desempenho contrasta com os números positivos de Strada e Toro
Lançada em março de 2024 e com importante atualização técnica e tecnológica no ano passado, a Titano tem destoado do histórico de excelente desempenho da Fiat no mercado brasileiro de comerciais leves, picapes em particular.
O modelo, inicialmente fabricado no Uruguai e desde o primeiro semestre do ano passado na Argentina, com certeza ainda não alcançou números de vendas nem próximos do que a marca desejaria, embora, publicamente, a empresa não divulgue os licenciamentos que espera obter com um determinado veículo.
De qualquer modo, nesses dois ano e meio foram negociadas no País pouco mais de 16,1 mil unidades, número para lá de modesto quando comparado à quantidade da Toyota Hilux, líder do segmento de picapes médias, que chegou às mãos dos clientes finais. Ou mesmo de outras concorrentes, como Ford Ranger e Chevrolet S10.
Só nos primeiros oito meses de 2026, aponta levantamento da Fenabrave, a Toyota contabilizou 30,2 mil unidades vendidas da Hilux, quase o dobro, portanto, do que a Fiat conseguiu com a Titano desde março de 2024.
Já em igual período deste ano, a representante da Fiat somou próximo de 3,5 mil emplacamentos, 258 deles em agosto, pior resultado mensal no ano e que permitiu a igualmente novata GWM Poer aparecer imediatamente à frente.
A comparação com janeiro a agosto de 2025 explicita as dificuldades encontradas pela Titano até aqui. Enquanto nesse período o mercado de picapes médias avançou mais de 3%, para quase 99 mil licenciamentos, as vendas do modelo recuaram sensíveis 26%. De 4,9%, a participação limita-se agora 3,5%.
Esse desempenho coincide com a chegada da Ram Dakota, lançada no começo deste ano pela Stellantis. Trata-se do mesmo produto fabricado na Argentina e que se distingue da Titano apenas pela estética externa, nível de acabamento e conteúdos de série — sob o capô compartilham inclusive o mesmo motor diesel 2.2 turbo, de 200 cv.
O modelo da RAM alcançou 3,2 mil emplacamentos em oito meses e já vendeu mais do que a Titano tanto em julho como no mês passado. A proximidade dos volumes sugere uma divisão interna da demanda.
Somadas, Titano e Dakota alcançaram 6.679 emplacamentos em 2026, crescimento de 42% sobre o resultado obtido apenas pela representante Fiat no mesmo intervalo de oito meses de 2025.
Strada e Toro seguem líderes com larga margem
Mas nem esse avanço conjunto fez ainda a Stellantis alçar participação que faça sombra às líderes entre as picapes médias. Se mesmo com recuo de 5% a Hilux ultrapassou as 30 mil unidades no ano, a Ford Ranger teve 23,5 mil licenciamentos, crescimento de 8%, e a Chevrolet S10, 20,3 mil, queda de 9%.
De qualquer modo, são índices bem mais assimiláveis do que o da Titano, cuja dificuldade de vendas contrasta com o desempenho da Fiat em outras categorias de picapes.
A compacta Strada acumulou 111,7 mil unidades até agosto, 28% a mais na comparação anual, e permanece como o veículo mais vendido do mercado brasileiro, considerando automóveis e comerciais leves. E a Toro lidera entre as picapes intermediárias, com 37,4 mil emplacamentos, 23% de crescimento.
Da redação
Fonte: AutoIndústria
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