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Setor de autopeças prevê freada no crescimento em 2026
Projeções indicam estabilidade nos investimentos e piora na balança comercial do setor

Setor de autopeças prevê freada no crescimento em 2026
Mesmo com avanço de 6,5% em 2025, o setor de autopeças deve adotar postura conservadora em 2026. (Foto: Automec/Divulgação)

Publicado em 21/10/2025

Após rever os números estimados para este ano, que frustraram basicamente no contexto da balança comercial, o Sindipeças é a primeira entidade do setor automotivo a divulgar projeções para 2026. A indústria brasileira de autopeças deverá encerrar 2025 com faturamento líquido de R$ 275,8 bilhões, valor 6,5% superior ao do ano passado, índice um pouco acima da alta anteriormente estimada em 5%.

Para o ano que vem a meta é crescer apenas 3%, atingindo receita líquida da ordem de R$ 284,1 bilhões. Com relação aos investimentos, a projeção é repetir em 2026 os R$ 6,6 bilhões de 2025, valor que superou em 3% o aporte do ano passado (R$ 6,41 bilhões).

Os investimentos deste ano ficaram dentro do esperado, motivados principalmente pelo Mover, o novo programa automotivo brasileiro, que concede incentivos para pesquisa e desenvolvimento, e também à produção de novos modelos híbridos no País. O que fugiu totalmente das projeções do Sindipeças, cuja última atualização foi em julho, foram os números relativos à balança comercial.

Ante estimativa de queda de 12,5% na balança comercial, com as exportações crescendo 2,5% e as importações caindo 6,8%, projeta-se agora alta de 19,1% no saldo negativo, que deve atingir US$ 15,58 bilhões em 2025, frente aos R$ 13 bilhões de 2024.

As exportações este ano devem crescer 5,5%, chegando a US$ 8,28 bilhões, e as importações terão alta de 14%, com total de US$ 23,86 bilhões. Esse quadro não deve mudar em 2026. Pelas estimativas do Sindipeças, as importações vão crescer 10%, para US$ 26,25 bilhões, enquanto as exportações vão cair 4,7%, para US$ 7,89 bilhões.

Neste ano, a participação das montadoras no faturamento total das autopeças foi reduzida de 62,8% para 62,2%, enquanto a reposição e as exportações tiveram fatias ampliadas de 23,1% para 23,5% e de 11,1% para 11,4%, respectivamente. O restante são negócios intrassetoriais.

 

 

 

 

Da redação

Fonte: AutoIndústria

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