O pequeno Romi-Isetta completa 70 anos de história
Com apenas uma porta e espaço para dois ocupantes, o pequeno modelo marcou a indústria automotiva brasileira nos anos 1950
Ela atraía olhares e sorrisos nos anos 50 e não é diferente ainda em 2026, quando completa exatos 70 anos. Para comemorar a data, a pequenina e simpaticíssimo Romi-Isetta merecerá até mesmo um evento em Santa Bárbara d’Oeste, SP, onde foi produzido por cinco anos.
No próximo 5 de setembro acontece o Encontro Nacional de Romi-Isetta, com, além de vários veículos e carreata pelas ruas da cidade do interior paulista, exposição de documentos, desenhos técnicos e fotos históricas.
A Romi-Isetta é considerada o primeiro carro produzido no Brasil. Em 5 de setembro de 1956, as primeiras 16 unidades, fabricadas a partir de junho, participaram de desfile pelas ruas e avenidas de São Paulo, partindo de concessionária da marca, na rua Marquês de Itu, centro da capital.
A primeira venda foi formalizada no mesmo dia, ao final do desfile. A unidade, nas cores vermelho e creme e identificada pelo chassi 56001, foi adquirida pela S.A. Industrial de Óleos Nordeste, de Porto Alegre, RS.
A linha de montagem foi constituída em galpão construído em complexo das Empresas Romi, criada em 1930 para fabricar máquinas e implementos agrícola, depois que os empresários Américo Emílio Romi e Carlos Chiti conheceram a Iso Isetta, modelo desenvolvido na Itália.
Em 1955, eles importaram duas unidades do carrinho para avaliar a possibilidade de produção local e obtiveram licença de fabricação mediante pagamento de royalties de 3% sobre cada unidade vendida.
A ideia dos executivos, em princípio, era estabelecer uma parceria com a própria Isetta. A empresa italiana, porém, declinou da proposta devido ao cenário de crise econômica da Itália no Pós-Guerra.
Para nacionalizar o veículo de apenas uma porta e capacidade para dois ocupantes, nascido com 72% de índice de nacionalização em peso, foram desenvolvidos vários fornecedores, dentre eles a Tecnogeral, responsável por componentes metálicos como chassi e carroceria.
A Romi-Isetta utilizava inicialmente motor Iso de dois tempos, 236 cm³ e 9,5 cv. Com 350 kg, atingia 85 km/h e apresentava consumo de até 25 km/l. Em 1959, surgiria a Isetta 300 de Luxe, equipada com motor BMW de quatro tempos, 298 cm³ e 13 cv, além de alterações técnicas e estéticas.
A produção foi encerrada após 3 mil unidades. A última saiu da linha de montagem em 13 de abril de 1961, pintada nas cores branco e amarelo-limão e, assim como suas antrecessoras, deixando uma legião de fãs.
Da redação
Fonte: AutoIndústria
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