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Marcas chinesas ganham clientes de Jeep e Volkswagen
Levantamento mostra avanço das fabricantes chinesas nas trocas de usados, enquanto o preço médio dos veículos recua e o estoque demora mais para girar

Marcas chinesas ganham clientes de Jeep e Volkswagen
As fabricantes chinesas ampliam sua presença no mercado brasileiro de veículos usados e seminovos. (Foto: IA)

Publicado em 20/10/2026

Jeep, Volkswagen, Hyundai e Chevrolet foram as marcas que mais cederam clientes às fabricantes chinesas nas trocas de veículos no terceiro trimestre de 2026. É o que aponta a edição de outubro do Estudo MegaDealer de Performance de Veículos Usados (PVU), elaborado com dados transacionais da plataforma Auto Avaliar.

Segundo o levantamento, a Jeep foi a mais afetada proporcionalmente. O estudo estima que 24 mil unidades deixaram de ser destinadas à marcada Stellantis com a migração de consumidores para concorrentes chinesas. O número corresponde a 46% dos emplacamentos potenciais da Jeep no período, considerando as vendas realizadas e as trocas perdidas estimadas pela pesquisa.

Na Volkswagen, a estimativa é de 22,5 mil unidades, equivalentes a 15% do volume potencial. Hyundai e Chevrolet aparecem na sequência, com 19 mil e 18,4 mil veículos, respectivamente, ou 30% e 18%.

Os porcentuais representam estimativas do estudo sobre o volume que cada marca poderia alcançar, e não quedas efetivas de emplacamentos.

A pesquisa também identificou que 17,4% das trocas analisadas já ocorrem entre duas marcas chinesas, indicando que parte da disputa pela renovação dos veículos acontece entre essas fabricantes.

“O movimento merece atenção porque não se limita à venda de carros novos: ele muda a concorrência pela troca do usado e pode alterar a composição da demanda nas concessionárias”, afirma Fábio Braga, diretor geral da MegaDealer.

Preço médio recua e estoque demora mais para girar

No conjunto das operações de usados e seminovos analisadas, o preço médio de venda caiu de R$ 88.545 em agosto para R$ 87.298 em setembro, redução de 1,4% e menor valor desde janeiro.

A margem bruta média passou de 9,9% para 9,8%, enquanto o prazo médio de giro dos estoques subiu de 37 para 38 dias. Os indicadores mostram redução do valor das transações e da margem, acompanhada de maior tempo para comercialização dos veículos.

A amostra do estudo reúne 3.471 concessionárias de 26 marcas conectadas à plataforma Auto Avaliar.

Segundo dados da Fenauto, o mercado brasileiro negociou 14,2 milhões de veículos usados de janeiro a setembro, crescimento de 6,4% sobre igual período de 2025.

 

 

 

Da redação

Fonte: AutoIndústria

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