Grupo Renault-Geely amplia produção nacional
Primeiro modelo produzido localmente pela parceria será o híbrido plugável Geely EX5 EM-i, com vendas previstas para novembro
Menos de um ano após anunciar a mudança da razão social e um aporte adicional de R$ 2 bilhões da Geely na fábrica de São José dos Pinhais (PR), a Renault Geely do Brasil (RGdB) já colocou o primeiro veículo produzido localmente na linha de montagem. O Geely EX5 EM-i, híbrido plugável, começa a ser vendido em novembro.
O investimento total da sociedade franco-chinesa chegará a R$ 5,8 bilhões até 2027. A produção nacional do elétrico EX2 está prevista para dezembro, com vendas até dois meses depois. Os dois modelos já superaram as expectativas durante o período de importação.
Segundo Fabrice Cambolive, vice-presidente mundial de Vendas e Operações da Renault, serão quatro modelos produzidos no Brasil até o fim de 2027, sendo dois da Renault e dois da Geely. A marca chinesa possui 26,4% da RGdB, comandada pelo argentino Ariel Montenegro.
A tecnologia híbrida E-Tech 4x4 será flex e também estará nos modelos Boreal e Niagara em 2027. Em entrevista à Autoesporte, Cambolive afirmou que metade dos carros da Renault vendidos no Brasil poderá ser híbrida ou elétrica até 2030.
Stellantis amplia desmontagem de veículos
A Stellantis completou um ano de operação do Centro de Desmontagem Veicular (CDV), em Osasco (SP), estrutura pioneira de uma fabricante na América do Sul voltada à desmontagem legal e rastreável de veículos em fim de vida.
No período, foram desmontados 1.150 automóveis, de seguradoras ou leilões, com recuperação de mais de 20 mil componentes. Cerca de 11 mil já foram vendidos no mercado de reposição. Também houve destinação ambientalmente adequada de 862 toneladas de materiais e quase 14 mil litros de fluidos.
Com capacidade para até 8 mil desmontagens por ano, o centro entra agora em fase de expansão. A Stellantis também mantém unidades na Itália e no Marrocos e terá uma quarta na França.
Niagara estreia em novembro
A Renault prepara para novembro a chegada da picape intermediária Niagara, apresentada em Córdoba, na Argentina, de onde será enviada ao Brasil. Sucessora da Oroch, ela mira concorrentes como Fiat Toro, Ford Maverick, RAM Rampage e BYD Mako.
Produzida sobre a mesma estrutura do SUV Boreal, a Niagara terá versões 4x2 e 4x4, motor flex 1.3 Turbo TCe de até 160 cv e câmbio manual de seis marchas ou automatizado de dupla embreagem.
A picape terá caçamba de 938 litros, carga útil de 654 kg e capacidade de reboque de 710 kg. Também contará com central multimídia de 10,1 polegadas, painel digital de 10,2”, câmeras 360°, Google Gemini e 26 sistemas de assistência ao motorista.
A versão híbrida, com motor elétrico no eixo traseiro, está prevista apenas para o segundo semestre de 2027.
Tesla é envolvida em acidente fatal
Um acidente em Buena Vista Township, em New Jersey, voltou a colocar o sistema Autopilot da Tesla sob questionamento. Um Model 3 atingiu um Honda Civic em um cruzamento após, segundo as informações divulgadas, desrespeitar uma placa de parada.
O motorista do Civic, Stephen Field, de 82 anos, morreu. O condutor do Tesla e outros três ocupantes foram hospitalizados. Embora inicialmente o caso tenha sido classificado como falha humana, a NHTSA confirmou que o sistema de condução autônoma estava ativo no momento da colisão.
A Tesla não divulgou algumas informações, alegando sigilo comercial. O episódio continua sob investigação e se soma a outro caso envolvendo a tecnologia da empresa, que resultou em uma indenização de US$ 243 milhões em 2019, após a morte de uma pedestre e ferimentos graves em outra pessoa na Flórida.
Da redação
Fonte: Acelerando Por Aí/Fernando Calmon
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