00:00
21° | Nublado

Elétricos desvalorizam mais que veículos a combustão
Estudo mostra impacto da maior concorrência e da redução dos preços dos modelos novos sobre o mercado de usados

Elétricos desvalorizam mais que veículos a combustão
Veículos elétricos lideram a desvalorização entre os modelos vendidos no mercado brasileiro. (Foto: Divulgação/VoltBras)

Publicado em 11/07/2026

O IBV Auto, índice do banco BV que acompanha mensalmente a evolução dos preços dos veículos leves usados no mercado brasileiro, mostra que o tipo de propulsão continua influenciando diretamente o valor dos automóveis no mercado de usados.

Considerando modelos adquiridos em 2023, os elétricos acumulam desvalorização de 46,1% até junho de 2026, índice que é de apenas 19,6% nos veículos a combustão, ou seja, mais do que o dobro. A perda de valor dos híbridos é de 26,1%.

“O movimento no caso dos elétricos é influenciado pela queda nos preços dos veículos novos por causa do aumento da concorrência e das agressivas estratégias de precificação adotadas pelas montadoras para ampliar participação no segmento”, avalia o BV em seu relatório mensal.

Importante destacar que são elevados os estoques de modelos importados, principalmente os chineses eletrificados, conforme revelou a Anfavea no mês passado. Os importadores ampliaram as compras no exterior nos últimos meses para fugir da alíquota de 35% que passou a vigorar este mês.

A instituição também divulgou a desvalorização de modelos lançados em 2022, que foi de 50,5% na média dos elétricos, enquanto os híbridos acumulam queda de 19,3% e os automóveis a combustão comparáveis registram desvalorização de 13,2%.

Balanço do primeiro semestre

De acordo com o IBV Autos, os preços de automóveis leves usados subiram 3,49% no primeiro semestre. O aumento de preços foi disseminado em todas as regiões do país, sendo que os veículos com as maiores altas foram Renault Kwid, VW Fox e GM Onix

Somente em junho, o indicador subiu 0,57%, acelerando em relação ao resultado de maio (+0,43%), embora tenha ficado abaixo da média observada no primeiro trimestre do ano (+0,72%). No acumulado de 12 meses encerrados em junho, a alta é de 6,87%.

Segundo o economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani, o comportamento dos preços indica que o setor segue resiliente, embora com sinais de acomodação em relação ao cenário observado no início do ano:

“O mercado de usados continua em trajetória de valorização, mas em ritmo menos intenso. A leve desaceleração da taxa acumulada em 12 meses sugere que os preços permanecem pressionados, embora já com sinais de acomodação na margem”, explicou.

No acumulado de 12 meses, Minas Gerais (8,48%), Rio de Janeiro (7,20%), Sergipe (7,08%) e Piauí (7,06%) apresentaram as maiores altas do país. Na outra ponta, Mato Grosso (4,34%), São Paulo (5,27%) e Santa Catarina (5,38%) registraram variações mais moderadas.

 

 

Da redação

Fonte: AutoIndústria

Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!

Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!

Para mais notícias, clique AQUI

Siga-nos no Google notícias

Google News