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Tijolo ecológico ganha espaço na construção sustentável
Material dispensa queima em fornos e reduz emissão de poluentes

Tijolo ecológico ganha espaço na construção sustentável
O tijolo ecológico surge como alternativa sustentável para quem quer construir ou reformar com menor impacto ambiental. (Foto: Felipe Petrovsky/CASACOR )

Publicado em 04/02/2026

O tijolo ecológico aparece como alternativa para quem quer construir ou reformar com menor impacto ambiental. Esse material tem chamado atenção por dispensar a queima em fornos, o que reduz a emissão de gases poluentes durante a fabricação.

Mas será que ele serve para qualquer tipo de obra? Quais são os cuidados necessários? Confira a seguir as respostas para essas e outras dúvidas sobre o assunto.

O que é tijolo ecológico?

A composição do tijolo ecológico leva solo, cimento e água. O material apresenta teor de cimento que varia de acordo com o traço e o fabricante. Em muitos casos, aparece na casa de 10%.

Também conhecido como tijolo de solo-cimento ou BTC (bloco de terra comprimida), ele não vai ao forno: a massa é prensada em equipamentos hidráulicos ou manuais e depois fica em cura por 28 dias.

Essa ausência de queima faz diferença para o meio ambiente. Segundo estimativas divulgadas pela ANITECO (Associação Nacional da Indústria do Tijolo Ecológico), a produção de mil unidades poupa de sete a doze árvores de médio porte em comparação ao tijolo cerâmico tradicional.

Quais são os principais tipos?

Na hora de comprar, você vai encontrar o tijolo ecológico de solo-cimento em três formatos:

padrão: o mais usado para erguer paredes, com encaixe tipo macho-e-fêmea e dois furos para colunas e tubulações;

meio bloco: metade do tamanho do padrão. Essencial para cantos, portas, janelas e acabamentos;

canaleta: apresenta abertura longitudinal, ideal para tubulações horizontais e vigas de respaldo.

O mercado também oferece tijolos fabricados com plástico reciclado e resíduos de construção civil. No Brasil, esses modelos já estão disponíveis, mas a presença deles ainda é menor se comparada ao solo-cimento tradicional.

Outras técnicas sustentáveis, como adobe, taipa e cob, também utilizam solo como matéria-prima, mas não se enquadram como tijolo ecológico de solo-cimento. A diferença está na composição e no processo: essas técnicas geralmente não levam cimento e dispensam prensagem.

Quais são as vantagens do tijolo ecológico?

O sistema de encaixe agiliza a execução. Ele reduz o uso de argamassa e elimina etapas como chapisco e reboco. Com as peças alinhadas, a parede ganha um acabamento limpo e pode ficar aparente, desde que receba a proteção adequada.

As instalações também ficam mais simples. Os furos internos facilitam a passagem de tubulações durante a obra, o que evita quebras, retrabalho e entulho. Assim, o canteiro permanece organizado e o cronograma da construção se torna muito mais previsível.

Quais são as desvantagens?

A oferta de fabricantes varia conforme a região, o que encarece o frete em muitos locais. Outro desafio é a mão de obra: sem o domínio do encaixe, a obra sofre desperdícios e atrasos. Por isso, o sistema exige um bom planejamento desde o início.

Além disso, o material também limita o projeto. Isso porque as paredes espessas reduzem o espaço dos cômodos e a porosidade do tijolo requer impermeabilização para evitar infiltrações. Esses cuidados são essenciais, pois garantem a beleza e a segurança da casa ao longo dos anos.

Onde o tijolo ecológico pode ser usado?

O tijolo ecológico serve para casas térreas, sobrados e muros decorativos. Ele brilha em ambientes internos com paredes aparentes ou em áreas externas, desde que o projeto preveja proteção com resinas contra a ação do sol e da chuva.

Versátil, o material atende tanto a estrutura da residência quanto detalhes ornamentais. Sua estética rústica valoriza jardins, espaços gourmet e salas de estar, onde o acabamento natural substitui o uso de reboco e a pintura convencional.

Quais revestimentos podem ser usados?

Quem gosta do visual rústico pode deixar o tijolo aparente, com aplicação de impermeabilizante para reduzir a absorção de umidade, principalmente nas áreas externas. O material também aceita gesso, pintura, reboco e revestimentos cerâmicos.

Em áreas molhadas, como banheiros e cozinhas, porcelanato e azulejo, por exemplo, são opções comuns por serem fáceis de limpar. Ainda assim, a impermeabilização deve vir antes, sobre uma base regularizada e nivelada.

Qual é o valor do tijolo ecológico?

Os preços mudam conforme a região e o fornecedor. O tijolo padrão sai por R$1,10 a R$1,95 a unidade, o meio bloco custa entre R$0,80 e R$1,20 e a canaleta fica na faixa de R$1,25 a R$1,80. O milheiro varia de R$1.100,00 a R$1.950,00. Como o frete pesa no orçamento, é importante pesquisar fabricantes próximos ao local da obra.

 

 

 

Da redação

Fonte: Viva Decora

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