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Pisos diferentes criam integração sem barreiras
Combinação planejada de revestimentos integra ambientes e mantém a identidade de cada espaço da casa

Pisos diferentes criam integração sem barreiras
A combinação de diferentes revestimentos pode integrar ambientes sem apagar a identidade de cada espaço. (Foto: Mônica Assan)

Publicado em 26/08/2026

A combinação de diferentes revestimentos no piso pode ser uma solução estética e funcional para integrar ambientes sem criar barreiras visuais. Ao substituir as tradicionais soleiras de pedra por encontros mais discretos entre os materiais, a técnica proporciona uma leitura mais contínua dos espaços e contribui para projetos com aparência contemporânea.

Além de valorizar a arquitetura de interiores, a transição permite que cada área receba o piso mais adequado às suas características de uso. Em cozinhas, lavanderias e varandas, por exemplo, materiais como o porcelanato são indicados por oferecerem acabamentos mais apropriados para locais sujeitos à água e à gordura. Já salas e dormitórios podem receber opções mais aconchegantes, como madeira e revestimentos vinílicos.

Integração sem perder a identidade

Para a arquiteta Juliana Faria, o encontro entre dois revestimentos ajuda a criar unidade visual e, ao mesmo tempo, estabelecer a identidade de cada ambiente dentro de uma proposta integrada.

A definição pode seguir diferentes caminhos. Em uma cozinha conectada ao living, por exemplo, os materiais podem se encontrar em uma linha reta ou formar paginações mais elaboradas. Ladrilhos e peças hexagonais estão entre as alternativas capazes de criar desenhos diferenciados na passagem de um piso para outro.

A escolha da paginação também interfere diretamente na percepção do espaço. Enquanto os encontros lineares produzem uma divisão mais precisa, desenhos orgânicos podem criar uma transição gradual entre os revestimentos, mantendo a sensação de continuidade.

Segundo Juliana, a evolução dos recursos utilizados no acabamento tornou possível executar esses encontros de maneira cada vez mais discreta. Perfis metálicos extremamente finos, disponíveis em diferentes formatos, podem ser utilizados conforme as necessidades da obra. O alinhamento cuidadoso das juntas também é fundamental para evitar desníveis e tornar a passagem praticamente imperceptível.

A solução representa uma mudança em relação às antigas soleiras de pedra, que acompanhavam a largura das paredes e podiam chegar a 20 centímetros. Com a substituição por encontros mais delicados, os ambientes ganham uma aparência mais limpa e a circulação ocorre sem interrupções visuais.

O nivelamento começa no contrapiso

Apesar de o resultado final parecer simples, a execução exige planejamento desde as primeiras etapas da obra. Quando os revestimentos apresentam espessuras diferentes, o contrapiso precisa ser preparado para compensar essa diferença e permitir que as superfícies terminem na mesma altura.

Juliana destaca que essa etapa é essencial para garantir um acabamento preciso. Um exemplo utilizado pela profissional é a combinação entre piso vinílico na área social e revestimento cerâmico na cozinha, executada sem a presença de perfil aparente entre os dois materiais.

A diferença de espessura pode ser significativa. Enquanto o porcelanato assentado com argamassa pode alcançar aproximadamente dois centímetros, o piso vinílico possui apenas dois ou três milímetros. Por isso, o contrapiso deve ser ajustado durante a execução para que os revestimentos fiquem perfeitamente nivelados.

A compatibilização também leva em consideração o uso de cada espaço, o comportamento dos materiais e eventuais diferenças de altura. O objetivo é evitar que a transição se transforme em um obstáculo ou comprometa o acabamento.

Perfis ajudam a proteger e finalizar

Quando necessários, os perfis de inox podem cumprir funções além da estética. Eles ajudam a proteger as bordas de revestimentos de madeira durante a instalação, diminuem o contato com a umidade presente na argamassa e podem solucionar pequenos desníveis entre os materiais.

Dessa forma, a escolha do elemento de acabamento deve considerar as características específicas de cada obra. Para Juliana Faria, o resultado depende de uma execução cuidadosa e da definição do recurso mais adequado para cada situação.

Mais do que simplesmente separar dois tipos de piso, a transição passa a funcionar como parte da composição arquitetônica. A combinação planejada entre materiais permite preservar a amplitude característica dos ambientes integrados, enquanto define visualmente diferentes áreas da residência sem recorrer a barreiras ou divisões pesadas.

 

 

Da redação

Fonte: VivaDecora

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