Piso flutuante vale a pena? Descubra agora
Sistema de instalação prática oferece rapidez na reforma, mas exige cuidados para garantir durabilidade e bom desempenho
O piso flutuante tem conquistado espaço entre quem deseja renovar os ambientes sem grandes intervenções na estrutura da casa. A principal característica desse sistema é a instalação prática, já que as peças não são coladas diretamente ao contrapiso, o que também facilita futuras substituições e reformas.
No entanto, antes de escolher esse tipo de revestimento, é importante considerar fatores como umidade, condições da base, tipo de material e o uso do ambiente. Esses aspectos influenciam diretamente no desempenho e na durabilidade do piso.
O que é piso flutuante?
Ao contrário do que muitos imaginam, piso flutuante não é um tipo específico de revestimento, mas sim um sistema de instalação. Nesse método, as réguas são encaixadas umas nas outras e ficam apoiadas sobre uma base preparada, sem o uso de cola ou argamassa para fixação no contrapiso.
Além disso, é mantido um pequeno espaço entre o piso e as paredes, permitindo a movimentação natural do material provocada por mudanças de temperatura e umidade.
Quais são os principais tipos?
O sistema flutuante pode ser utilizado em diferentes materiais. Os mais comuns são:
Laminado: produzido com fibras de madeira, oferece boa relação entre custo e benefício e é bastante utilizado em áreas secas.
Vinílico: fabricado em PVC, proporciona conforto térmico e acústico, além de ser resistente à umidade em determinadas linhas.
Madeira engenheirada: composta por camadas de madeira natural, combina o aspecto sofisticado da madeira com maior estabilidade estrutural.
A escolha depende das características do ambiente e das recomendações do fabricante.
Como é feita a instalação?
Antes da instalação, o contrapiso deve estar limpo, seco, nivelado e firme. Em seguida, o profissional instala a manta ou a base indicada para o revestimento e realiza o encaixe das réguas, respeitando a folga lateral necessária.
Por fim, são instalados perfis de transição e rodapés para o acabamento. Como cada fabricante possui especificações próprias, o manual técnico deve ser seguido durante todo o processo.
Pode ser instalado sobre cerâmica?
Em alguns casos, sim. Alguns modelos de piso flutuante podem ser aplicados sobre pisos cerâmicos existentes, desde que a superfície esteja nivelada, firme e dentro das especificações do fabricante.
Também é necessário avaliar fatores como umidade, altura das portas, juntas da cerâmica e transição entre os ambientes. Por isso, a análise de um profissional é indispensável.
Piso flutuante pode molhar?
A resposta depende do material escolhido. Alguns pisos laminados contam com proteção contra água e determinadas linhas de piso vinílico apresentam maior resistência à umidade.
Mesmo assim, especialistas recomendam remover rapidamente qualquer líquido derramado para evitar danos ao revestimento e preservar sua vida útil.
Como limpar corretamente?
A limpeza deve sempre seguir as orientações do fabricante. De forma geral, recomenda-se retirar a poeira com vassoura de cerdas macias ou aspirador apropriado.
Depois, basta utilizar um pano bem torcido, evitando excesso de água e produtos de limpeza que não sejam indicados para o tipo de revestimento instalado.
O que fica sob o piso?
A camada instalada abaixo das réguas varia conforme o produto. Pisos laminados costumam utilizar mantas específicas, enquanto pisos vinílicos podem receber bases em placas ou rolos.
Esses materiais ajudam a estabilizar o revestimento, reduzir ruídos, proteger contra umidade e aumentar o conforto durante o uso.
Quanto custa?
O preço varia conforme o fabricante, o modelo e a região. Há opções de pisos laminados com sistema de encaixe a partir de aproximadamente R$ 100 por metro quadrado.
No orçamento final também devem ser considerados itens como manta, perfis de acabamento, rodapés, preparação do contrapiso, frete, instalação e possíveis perdas de material.
Vale a pena investir?
O piso flutuante é uma alternativa para quem busca praticidade, rapidez na instalação e variedade de acabamentos. No entanto, a escolha ideal depende das condições do ambiente, do material mais adequado para cada espaço e da instalação correta, fatores essenciais para garantir durabilidade e bom desempenho do revestimento.
Da redação
Fonte: VivaDecora
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