O que a arquitetura pode fazer pelo planeta?
5 soluções sustentáveis na CASACOR SC | Florianópolis 2026
Sustentabilidade não precisa aparecer apenas como conceito. Na CASACOR Santa Catarina | Florianópolis 2026, ela está presente em escolhas práticas que atravessam diferentes etapas dos projetos: da estrutura dos ambientes aos materiais, tecidos, equipamentos e formas de utilização dos recursos naturais.
Em meio aos 27 ambientes da mostra, soluções adotadas por arquitetos, designers e marcas parceiras mostram que é possível aproximar estética, conforto, inovação e responsabilidade ambiental. Confira cinco exemplos:
1. Madeira de reflorestamento como estrutura
Na Reserva Ubud, ambiente de 51 m2 assinado pelo arquiteto Leandro Sumar, o pinus de reflorestamento é utilizado como estrutura principal da casa. Para aumentar sua durabilidade e criar uma identidade visual marcante, a madeira recebe carbonização, técnica que também estabelece uma conexão com referências da arquitetura oriental.
O projeto, inspirado nas vivências de Sumar na Indonésia, transforma o ambiente em um refúgio que aproxima arquitetura, natureza e espiritualidade.
2. Reutilização de madeiras de demolição
A sustentabilidade também está naquilo que já existe. Na Reserva Ubud, madeiras de demolição foram incorporadas aos interiores, entre elas a peroba, valorizada por suas marcas e pela passagem do tempo.
A escolha reforça um princípio cada vez mais presente no design contemporâneo: reutilizar materiais e ressignificar sua história, em vez de descartá-los. “É uma forma de mostrar que sustentabilidade também está em reutilizar, ressignificar e dar continuidade à vida dos materiais”, explica Leandro Sumar.
3. Água da chuva que volta para o jardim
Ainda na Reserva Ubud, a captação da água da chuva amplia a relação do projeto com os recursos naturais. Por meio de um sistema de coleta e filtragem, a água pode ser reaproveitada na irrigação do jardim no entorno da casa.
A solução reduz a utilização de água potável para uma atividade que não exige esse recurso e demonstra como sistemas relativamente simples podem fazer parte da concepção arquitetônica.
4. Fibras naturais e matérias-primas certificadas
Nos ambientes que recebem produtos da Altenburg Haus, a sustentabilidade aparece também nos elementos que muitas vezes passam despercebidos: roupas de cama, tecidos e acessórios. A marca utiliza materiais como linho, algodão egípcio, seda mulberry e bambu, além de matérias-primas com certificações de origem e manejo responsável, como o linho European Flax® e o bambu FSC®.
Na linha Legado, presente nos projetos Casa Rubatosis de Eduardo Gust e Limiar DECA, de Mariana Maïsonnave, o linho aparece em jogos de cama e colchas, associando material natural, conforto e durabilidade.
A preocupação se estende à cadeia produtiva, às embalagens e aos processos de fabricação. Segundo o Relatório de Sustentabilidade 2025 da Altenburg, a certificação OEKO-TEX é exigida de 100% dos fornecedores das linhas de cama e banho da Haus.
5. Inteligência artificial para reduzir desperdícios
Na Casa Brastemp, assinada pela arquiteta Gabriela Herde, a tecnologia é utilizada como ferramenta para tornar o uso de recursos mais eficiente. A tecnologia B=Smart, presente em equipamentos como a lava e seca B=Tower, utiliza sensores e inteligência artificial para identificar o tipo de tecido e o tamanho da carga e, a partir dessas informações, ajustar automaticamente tempo de ciclo, volume de água e dosagem de produtos.
Na secagem, a tecnologia Heat Pump reaproveita o calor e, segundo testes internos da marca, pode proporcionar até 50% de economia de energia em comparação aos modelos anteriores.
No refrigerador Brastemp BRO88, recursos de inteligência artificial ajudam a manter a estabilidade da temperatura e tecnologias de conservação ampliam a vida útil de determinados alimentos, contribuindo para reduzir o desperdício.
Sustentabilidade como escolha
Os exemplos apresentados na CASACOR SC | Florianópolis 2026 mostram que sustentabilidade pode estar tanto em grandes decisões estruturais quanto em escolhas aparentemente simples do cotidiano. Reaproveitar, escolher materiais de origem responsável, preservar recursos naturais e utilizar a tecnologia para consumir melhor são caminhos diferentes para uma mesma arquitetura: aquela que busca conciliar beleza, conforto e consciência.
Mais do que uma tendência, essas soluções apontam para uma mudança na maneira de pensar os espaços, em que o projeto não termina na estética, mas considera também a origem dos materiais, seu ciclo de vida e o impacto de cada escolha.
Da redação
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