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Escolha do sofá perfeito pede mais atenção
Conforto, circulação, ergonomia e rotina dos moradores devem pesar mais do que apenas a aparência do móvel

Escolha do sofá perfeito pede mais atenção
Muito além da estética, a escolha do sofá ideal passa por conforto, ergonomia, circulação e estilo de vida dos moradores. (Foto: Gustavo Awad)

Publicado em 24/06/2026

Poucos móveis são tão presentes na rotina quanto o sofá. É nele que descansamos, recebemos visitas, assistimos séries, jogamos videogame e compartilhamos momentos em família. Apesar disso, muitas pessoas ainda escolhem o modelo apenas pela aparência e acabam se decepcionando. A arquiteta Juliana Faria explica que fatores como conforto, ergonomia, circulação, rotina dos moradores e até a presença de crianças e pets devem ser considerados na hora da compra.

O equilíbrio entre beleza e conforto

Segundo Juliana, o sofá tem papel central nos ambientes sociais da casa, como salas de estar, salas de TV e varandas integradas. Por isso, a escolha deve equilibrar estética e funcionalidade.

“Beleza importa, mas não pode estar acima do conforto e da ergonomia”, afirma. A definição do modelo passa por aspectos como altura dos encostos, largura dos braços, profundidade, tipo de base, densidade da espuma e revestimento, sempre levando em conta o perfil dos moradores.

Cada ambiente pede uma solução

A arquiteta destaca que não existe um sofá ideal para todos os espaços. O uso do ambiente é determinante na escolha.

Em salas de TV exclusivas, modelos mais profundos e confortáveis costumam ser os mais indicados, permitindo relaxar, esticar as pernas e permanecer sentado por longos períodos sem desconforto. Já em imóveis com ambientes integrados, realidade comum atualmente, a recomendação é apostar em sofás versáteis, capazes de atender tanto ao convívio social quanto aos momentos de descanso.

O que observar antes da compra

Entre os pontos mais importantes está a largura dos braços. Modelos com braços entre 15 e 20 centímetros costumam oferecer bom aproveitamento da área de assento e favorecem a circulação. Já braços muito largos podem deixar o móvel visualmente pesado.

A base também interfere na percepção do espaço. Sofás elevados do piso ajudam a criar sensação de leveza e continuidade visual, tornando o ambiente mais fluido.

Formato acompanha a circulação

O desenho do sofá deve considerar a forma como as pessoas circulam pelo ambiente. Quando o móvel fica centralizado ou recebe passagem ao redor, versões sem braços podem proporcionar uma composição mais leve. Sofás com linhas orgânicas e formato envolvente também estão entre as alternativas valorizadas pela profissional.

Crianças e pets não exigem tecidos escuros

Muitas famílias acreditam que a presença de crianças e animais exige tecidos escuros, mas Juliana afirma que isso não é uma regra. Segundo ela, os avanços da tecnologia têxtil permitem tecidos mais resistentes a líquidos, riscos de caneta e até aos danos causados pelas unhas dos pets.

Para quem busca praticidade sem abrir mão da estética, tons intermediários, como bege e cinza, costumam ser boas opções.

Como aumentar a vida útil do sofá

Além da qualidade do móvel, os cuidados diários fazem diferença na durabilidade. Entre as recomendações da arquiteta estão:

-Aspirar o sofá semanalmente para remover poeira e pelos;
-Limpar manchas assim que surgirem;
-Realizar higienização profissional periodicamente;
-Utilizar mantas de proteção;
-Evitar exposição direta ao sol para prevenir desbotamento.

Com planejamento e atenção aos detalhes, é possível escolher um sofá que una conforto, funcionalidade e estética, atendendo às necessidades da casa por muitos anos.

 

 

Da redação

Fonte: Viva Decora

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