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E se a cor do seu quarto não for tão óbvia?
Tons neutros, verdes e azuis estão entre as opções para renovar o ambiente, enquanto tendências para 2027 destacam nuances suaves de verde

E se a cor do seu quarto não for tão óbvia?
Escolher a cor das paredes do quarto vai além da preferência pessoal. A iluminação natural, as luzes artificiais, os móveis e os materiais da decoração influenciam no resultado. (Foto: Guilherme Pucci)

Publicado em 14/10/2026

A escolha das cores das paredes do quarto vai além da preferência pessoal. Para criar um espaço acolhedor e adequado ao descanso, é importante considerar a iluminação natural, o projeto de luz artificial e os materiais utilizados na decoração. A combinação desses elementos ajuda a definir a atmosfera do ambiente e a valorizar os demais componentes do projeto.

Os arquitetos Bruno Moraes, Danielle Dantas e Paula Passos, destacam diferentes possibilidades para quem deseja renovar o dormitório, desde os neutros tradicionais até tonalidades mais marcantes, como verde e azul.

Entre as tendências para 2027, os tons de verde também ganham destaque nas indicações da indústria de tintas. A Coral apresentou Pedra Natural, um verde-claro suave com nuances acinzentadas inspiradas nas folhas de sálvia. Já a Sherwin-Williams elegeu o Aipo, uma tonalidade discreta associada a sensações de acolhimento e renovação.

Tons neutros continuam entre as principais escolhas

Para quem prefere uma decoração versátil e atemporal, as cores claras seguem como uma alternativa. No entanto, a proposta atual abre espaço para nuances mais quentes, como off-white, areia, bege e greige, mistura de cinza com bege, em substituição ao predomínio dos brancos frios e cinzas azulados.

Segundo Danielle Dantas e Paula Passos, essas tonalidades ajudam a criar uma base equilibrada para o ambiente, permitindo explorar diferentes materiais e objetos decorativos sem comprometer a harmonia visual.

A neutralidade das paredes também facilita a combinação com elementos de maior destaque, como móveis planejados e marcenaria, além de itens menores, a exemplo de roupas de cama e acessórios. Dessa forma, é possível acrescentar personalidade ao dormitório sem abrir mão de uma aparência leve e acolhedora.

Verde e azul permitem diferentes propostas

O verde é uma opção para quem deseja sair dos neutros sem apostar em cores muito intensas. Bruno Moraes recomenda variações como sálvia e oliva, além de tonalidades mais fechadas, que podem ser combinadas com materiais naturais, como madeira, palha e linho.

A escolha do tom, porém, deve considerar a quantidade de luz que entra no quarto. Enquanto os verdes mais claros podem contribuir para uma atmosfera delicada e luminosa, as versões escuras tendem a criar uma sensação mais envolvente.

O azul também pode ser utilizado para acrescentar profundidade à decoração. De acordo com Moraes, uma alternativa é reservar a tonalidade mais intensa para uma parede específica e utilizar cores claras nas demais superfícies. A estratégia permite destacar uma parte do ambiente sem fazer com que a cor predomine excessivamente.

Tons terrosos reforçam a sensação de aconchego

Areia, argila, terracota suave, caramelo, marrons e rosados queimados estão entre as possibilidades para quem busca um quarto com aparência mais quente.

Danielle Dantas e Paula Passos observam que não é necessário recorrer a tons fortes para alcançar esse efeito. As versões mais suaves dessas cores também contribuem para uma decoração acolhedora e delicada, especialmente quando combinadas com outros materiais e elementos do projeto.

A escolha pode ser adaptada ao estilo de cada morador, levando em conta a composição dos móveis, os tecidos e a iluminação do espaço.

Como escolher as cores para quartos pequenos?

Em dormitórios compactos, as tonalidades claras podem ajudar a ampliar visualmente o ambiente. Isso, entretanto, não significa que cores escuras precisem ser descartadas.

Bruno Moraes explica que o resultado depende do equilíbrio entre os elementos da decoração e da luminosidade disponível. Por isso, antes de definir a tinta, é importante observar como a luz natural e a iluminação artificial se comportam no espaço.

Outra possibilidade é concentrar a cor em apenas uma parede. Danielle Dantas e Paula Passos apontam a área da cabeceira como uma escolha interessante para criar um ponto de destaque, já que essa superfície tem uma função visual importante na composição do dormitório.

Independentemente da tonalidade escolhida, a recomendação dos profissionais é avaliar o conjunto do projeto. A cor das paredes deve dialogar com os materiais, os móveis e a iluminação para que o quarto reúna personalidade, conforto e uma atmosfera adequada ao descanso.

 

 

Da redação

Fonte: VivaDecora

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