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Casas abandonam o neutro e revelam personalidade
Objetos afetivos, cores, materiais naturais e peças antigas ajudam a criar ambientes únicos e conectados aos moradores

Casas abandonam o neutro e revelam personalidade
Depois de um longo período marcado por ambientes predominantemente neutros, claros e minimalistas, projetos contemporâneos começam a incorporar mais cores, texturas, objetos afetivos e elementos que contam histórias. (Foto: Carolina Mossin)

Publicado em 09/09/2026

Por muito tempo, os projetos contemporâneos de interiores seguiram uma fórmula bastante conhecida: paredes claras, poucos móveis, linhas retas e uma paleta neutra. Embora elegante, a repetição desse estilo acabou deixando em segundo plano um elemento importante da casa: a personalidade de quem vive nela.

A mudança já pode ser percebida nos projetos atuais. Objetos afetivos, lembranças de viagens, peças antigas, obras de arte e elementos artesanais passaram a ganhar espaço para criar ambientes mais autorais e conectados à história dos moradores.

Para as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos e o arquiteto boliviano Eduardo Baldelomar, a tendência aponta para residências mais acolhedoras, sofisticadas e pessoais.

Do minimalismo aos ambientes mais afetivos

O minimalismo continua entre as possibilidades, mas deixou de ser a única referência. Segundo Baldelomar, a busca por espaços excessivamente “clean” perdeu força diante de uma nova percepção sobre o significado da casa.

Nesse cenário, cores e materiais naturais ajudam a criar ambientes mais acolhedores. Tons como terracota, argila, areia, marrom, caramelo, verde oliva, verde musgo, vinho e ameixa aparecem tanto em grandes superfícies quanto nos detalhes.

Cortinas encorpadas, tapetes amplos, livros, mantas, iluminação indireta e obras de arte também contribuem para criar diferentes camadas visuais e sensoriais.

Madeira, pedras e peças com história

As madeiras mais escuras, como nogueira, carvalho escuro, ébano, freijó médio e pau-ferro, ganham destaque pelos veios e texturas. A proposta, porém, não é escurecer todo o ambiente, mas utilizá-las como pontos de contraste com acabamentos mais claros.

Nas pedras, travertinos, quartzitos verdes e mármores em tons de vermelho e vinho aparecem entre as alternativas para criar pontos de destaque. O artesanal também ganha importância, valorizando a beleza das imperfeições e a conexão com memórias afetivas.

Outra estratégia é misturar épocas e estilos. Móveis contemporâneos podem dividir espaço com peças antigas, enquanto objetos garimpados, obras modernas e itens trazidos de viagens ajudam a construir uma decoração menos previsível.

Paredes também entram na composição

As superfícies lisas começam a dividir espaço com pinturas minerais, massas texturizadas e papéis de parede sofisticados, que acrescentam profundidade sem necessariamente recorrer a cores intensas.

Os espelhos também aparecem de maneira mais criativa, em formatos orgânicos, côncavos e convexos, composições geométricas, peças grandes apoiadas no chão e modelos com molduras marcantes ou iluminação.

A ideia, segundo os profissionais, é deixar para trás ambientes que parecem seguir uma fórmula e criar casas que revelem histórias, gostos e referências de quem mora nelas.

 

 

Da redação

Fonte: Viva Decora

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