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Arte urbana transforma o Mocotó e envolve moradores
Primeira etapa da Galeria de Arte reúne 20 artistas e amplia o diálogo entre território e cultura em Florianópolis

Arte urbana transforma o Mocotó e envolve moradores
O projeto do Instituto Cidades Invisíveis levou murais, oficinas e apresentações para o Mocotó, fortalecendo vínculos e abrindo novas possibilidades criativas para o território. (Foto: Divulgação)

Publicado em 19/11/2025

A primeira etapa da Galeria de Arte do Mocotó iniciou a transformação da comunidade em um grande espaço de convivência e criação coletiva. O projeto, realizado pelo Instituto Cidades Invisíveis e patrocinado pela Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer e da Fundação Franklin Cascaes, reuniu 20 artistas de diferentes regiões do país, que pintaram murais levando cores para o local.

Entre os participantes, nomes como Joy, Roberta Bridi, Rodrigo Teodósio (CSC Fetcriu), Jeane Sanches (London), Maria, Zack, Akcia, Herok, Qni, Lu Bicalho, Jefsu, Kmara, Julia Rodrigues, Gael, Reis, Mariana Píccolo (Piesm), Joh Mayara, Leo Mousse e Barnero deram vida às paredes do Mocotó, cada um trazendo sua própria linguagem e visão sobre o território.

A programação também contou com a apresentação de percussão com Gabriel Bezerra e Oficina de Dança com Sandrinho Bboy. A atividade reuniu jovens e adultos em uma tarde de muito movimento, ritmo e aprendizado, mostrando o poder da cultura hip-hop como ferramenta de inclusão e transformação.

O idealizador do Instituto Cidades Invisíveis, Samuel dos Santos, celebrou o sucesso da primeira etapa e destacou o impacto positivo do projeto. “O que vimos no Mocotó foi um retrato do que acreditamos: a arte como ponte entre pessoas, territórios e oportunidades. A comunidade se vê nas cores, nos murais e nas histórias que nascem aqui. É uma transformação que vai muito além das paredes.”

“Foi muito bonito ver a comunidade participando e se reconhecendo nesse movimento. A Galeria de Arte do Mocotó nasceu para isso, para transformar o território e valorizar as pessoas que vivem ali. Reunimos 20 artistas de várias partes do Brasil e o resultado foi mais do que pintura: foi troca, emoção e pertencimento. Ver as crianças, as famílias e os moradores se identificando com as obras foi a maior realização desse evento,” conta a curadora e coordenadora geral do Projeto, Tuane Ferreira. 

Com mais duas etapas programadas para o final de 2025 e início de 2026, o projeto resultará no total de 60 murais, três oficinas artísticas e cinco Rolês do Mocotó, eventos abertos ao público que convidam a cidade a vivenciar a arte no território.

 

 

 

Da redação

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