00:00
21° | Nublado

Arquitetura desperta o lúdico no Jardim do Imaginário
O hall e bilheteria da CASACOR se transformam em um ambiente de introspecção, arte e propósito sustentável

Arquitetura desperta o lúdico no Jardim do Imaginário
A árvore dos sonhos é uma escultura interativa que cresce e se transforma durante a mostra. (Foto: Lio Simas)

Publicado em 22/10/2025

Na estreia da PB3 Arquitetura e Interiores na CASACOR Santa Catarina | Florianópolis 2025, o público é recebido por um ambiente que vai além da função de hall e bilheteria: o Jardim do Imaginário é um convite para desacelerar, sentir e sonhar. Assinado pelas arquitetas Ana Luísa Speck, Cinthia Massa e Vitória Pratts, o espaço de 96,53 m² propõe uma imersão lúdica já na chegada. 

Inspirado no tema da mostra deste ano, Semear Sonhos, o ambiente foi concebido para despertar introspecção, esperança e conexão com o invisível. A proposta, segundo as profissionais, é criar a sensação de estar dentro de um sonho, onde realidade e fantasia se entrelaçam. O visitante é convidado a interagir, refletir e participar ativamente da instalação, que ganha vida ao longo do evento.

A árvore dos sonhos: símbolo da esperança

O ponto central do espaço é a árvore dos sonhos, uma escultura interativa que cresce e se transforma durante a mostra. Nela, o público é convidado a trocar papéis brancos biodegradáveis, contendo sementes e mensagens positivas, por folhas coloridas, simbolizando o florescer dos desejos e intenções. Cada visitante leva consigo uma semente, perpetuando o ciclo do sonhar e do semear.

Ao lado, uma estante curva em drywall abriga objetos simbólicos que representam sonhos realizados, em gestação e ainda por vir. Essa composição cria um diálogo entre o concreto e o etéreo, entre o que já existe e o que ainda está por se manifestar — uma metáfora sensível sobre o poder da imaginação e da esperança.

Atmosfera, materiais e tendências

O Jardim do Imaginário combina elegância e leveza em uma paleta suave de tons cinza e pedras claras, criando uma atmosfera onírica e acolhedora. As paredes e prateleiras em acabamento velvet trazem textura e sofisticação, contrastando com o toque natural das pedras brutas aplicadas na bilheteria, que conferem imponência ao espaço.

Entre os destaques do design, o sofá Ota, do designer Mauricio Bomfim, inspirado nas asas abertas de uma gaivota, reforça o conceito de liberdade e movimento. O mobiliário orgânico, aliado à automação e sonorização ambiental, completa a experiência sensorial do visitante.

Sustentabilidade e propósito

Com olhar atento à sustentabilidade, o projeto incorpora o uso de materiais biodegradáveis e promove uma interação consciente: cada papel da árvore dos sonhos contém sementes que podem ser plantadas, simbolizando o ciclo contínuo de regeneração e esperança. A proposta reforça o papel da arquitetura como mediadora de experiências significativas e transformadoras.

Funcionalidade e experiência

Embora pensado como um espaço expositivo, o hall e bilheteria da mostra cumprem também um papel funcional e acolhedor. O percurso foi planejado para garantir fluidez e amplitude na entrada, conduzindo o visitante por um caminho que desperta curiosidade e contemplação. A experiência é guiada pela emoção — cada detalhe é um convite à pausa e à reflexão.

 

 

 

Da redação

Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!

Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!

Para mais notícias, clique AQUI