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7 plantas para colorir o seu jardim
Paisagista indica espécies que combinam cores, texturas e volumes sem exigir cuidados intensivos

7 plantas para colorir o seu jardim
Com a chegada da primavera, espécies como lantana, agapanto, lavanda, moreia, penta, russélia e clúsia podem renovar áreas externas com cores, texturas e volumes variados. (Foto: Divulgação)

Publicado em 30/09/2026

A primavera é um convite para olhar novamente para as áreas externas da casa. Com o aumento das temperaturas e a retomada do crescimento de muitas espécies, jardins, varandas e terraços ganham novas possibilidades de cor e textura. Para quem quer aproveitar a estação para renovar o paisagismo, mas não pretende assumir uma rotina de cuidados constantes, a escolha das espécies é um dos pontos mais importantes do projeto.

Em 2026, a busca por jardins de baixa manutenção segue alinhada a uma ideia de paisagismo mais funcional: espaços visualmente marcantes, mas pensados de acordo com o clima, a incidência de luz e as características de cada terreno. Para o paisagista e biólogo Júlio Sousa, a beleza não precisa estar associada a uma lista extensa de tarefas.

“Quando o jardim é pensado de acordo com as condições naturais do espaço, conseguimos escolher plantas que se desenvolvem melhor e, consequentemente, exigem menos intervenções. O paisagismo começa muito antes da escolha da espécie: começa na leitura do lugar”, explica.

Entre as opções que podem compor jardins com diferentes estilos estão lantana, agapanto, lavanda, moreia, penta, russélia e clúsia. Juntas, elas permitem trabalhar não apenas com a floração, mas também com diferentes formatos de folhas, alturas e volumes.

Cor sem excesso de manutenção

A lantana é uma alternativa para quem deseja trazer pontos de cor aos canteiros. Com flores pequenas reunidas em conjuntos e diferentes tonalidades, pode ser usada para criar maciços e bordaduras.

Já o agapanto acrescenta verticalidade à composição. Suas hastes florais se destacam acima da folhagem e ajudam a criar um desenho mais dinâmico, especialmente quando combinadas com espécies de menor porte.

Para áreas ensolaradas, a lavanda acrescenta uma camada sensorial ao jardim. Além das flores em tons de lilás, a espécie tem folhagem aromática e pode ser incorporada a composições que valorizam textura e perfume.

A moreia, por sua vez, trabalha principalmente o volume e a estrutura. Sua folhagem alongada forma maciços densos e pode ser utilizada para delimitar caminhos ou criar transições entre diferentes áreas do jardim.

“A composição fica mais interessante quando não pensamos apenas na flor. Folhagem, formato, altura e movimento também fazem parte da paleta do paisagista. Uma planta pode cumprir uma função estrutural enquanto outra entra para trazer cor em determinada época do ano”, explica Júlio.

A penta é uma opção para pequenos pontos de floração e pode ser utilizada tanto em canteiros quanto em vasos. A russélia, com seus ramos pendentes e flores delicadas, acrescenta movimento e pode explorar diferentes níveis no projeto. Para completar, a clúsia traz presença principalmente pela folhagem e pelo volume, podendo aparecer em maciços e cercas vivas.

O segredo está na combinação

Mais do que escolher espécies individualmente, o paisagista recomenda observar como elas irão se comportar juntas ao longo das estações. A combinação entre plantas de diferentes alturas cria profundidade, enquanto a alternância entre folhas largas, finas, lisas ou mais texturizadas evita que o jardim fique visualmente monótono.

Outro ponto é considerar a exposição solar e a disponibilidade de água. Uma espécie que se adapta bem a determinado ambiente pode demandar muito mais manutenção quando plantada em condições diferentes das ideais.

“Uma planta considerada de baixa manutenção não é necessariamente de baixa manutenção em qualquer lugar. É preciso entender o microclima, o solo, a luminosidade e a disponibilidade de água. Quando a espécie está no lugar certo, o jardim tende a se desenvolver de maneira mais equilibrada”, afirma o paisagista.

Para quem pretende renovar o jardim nesta primavera, portanto, o caminho não precisa ser uma transformação radical. Pequenos grupos de espécies bem escolhidas podem criar novos pontos de interesse, enquanto a manutenção passa a fazer parte de uma lógica mais simples e previsível.

A ideia é que o jardim acompanhe a rotina da casa — e não o contrário. Com planejamento e uma seleção adequada de espécies, é possível ter uma área externa colorida, volumosa e cheia de vida durante a primavera sem transformar o paisagismo em uma tarefa diária.

 

 

Da redação

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