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Voluntários do CVV mantêm acolhimento contínuo

Voluntários do CVV mantêm acolhimento contínuo
Mais do que conversar, o trabalho dos voluntários do CVV busca oferecer acolhimento a pessoas que enfrentam sofrimento emocional. (Foto: Magnific / Edição)

Publicado em 09/09/2026

O Centro de Valorização da Vida (CVV) mantém uma rede de voluntários dedicada ao acolhimento de pessoas que procuram ajuda em momentos de sofrimento emocional. O serviço oferece atendimento gratuito e sigiloso durante 24 horas por dia, todos os dias da semana, por meio do telefone 188 e também de canais digitais, como e-mail e chat.

No Brasil, cerca de 2,4 mil voluntários participam dessa rede e se revezam nos atendimentos. A proposta é oferecer um espaço de conversa no qual a pessoa possa falar sobre o que está vivendo sem ser julgada, criticada ou aconselhada.

Como funciona o atendimento

Durante as conversas, os voluntários procuram interferir o mínimo possível. A identidade de quem entra em contato também é preservada, sem solicitação de informações como nome, telefone ou endereço.

O trabalho é voltado ao apoio emocional e à prevenção do suicídio. A dinâmica do CVV parte da ideia de que cada pessoa possui uma história e razões próprias para suas escolhas e situações vivenciadas.

A experiência de quem atua na rede mostra ainda que a solidão nem sempre está relacionada à falta de companhia. Uma pessoa pode estar cercada por familiares, amigos ou colegas e, mesmo assim, sentir que não tem alguém disposto a ouvi-la.

É nesse contexto que entra o trabalho voluntário, baseado principalmente na atenção e na escuta.

Formação prepara novos voluntários

Para fazer parte da equipe, é necessário ter mais de 18 anos e passar pela formação oferecida pelo CVV. Antes de iniciar os atendimentos, os participantes recebem orientações sobre a maneira de atuação da instituição, o perfil das pessoas que procuram o serviço e as situações que podem surgir durante as conversas.

A preparação também inclui atividades práticas e simulações de atendimentos. Segundo a reportagem, a formação antes do início das atividades é considerada importante para preparar os voluntários para os primeiros contatos com quem procura o serviço.

Além da formação, o CVV depende da participação da sociedade para manter e ampliar sua rede de atendimento. A ampliação do número de voluntários é apontada como necessária para fortalecer o serviço.

Adriana dedica 30 anos ao CVV

Entre as pessoas que integram essa rede está Adriana Rizzo, engenheira agrônoma de 56 anos. Ela atua como voluntária do CVV há três décadas e dedica três horas por semana ao atendimento.

A relação com a instituição começou quando Adriana descobriu um curso de formação na cidade onde morava. O treinamento era gratuito e durava aproximadamente três meses. Depois de concluir a preparação, ela iniciou o trabalho voluntário e permaneceu na atividade ao longo dos anos.

Para Adriana, a decisão de atuar no CVV surgiu do desejo de ajudar outras pessoas e retribuir os apoios que recebeu durante a vida.

Em três décadas de atendimento, ela ouviu diferentes histórias e situações. Entre as que mais ficaram marcadas estão os relatos de pessoas que, apesar de estarem rodeadas por outras, enfrentavam uma profunda sensação de solidão.

A experiência reforçou a importância, segundo ela, de oferecer um espaço no qual alguém possa falar sem medo de críticas ou julgamentos.

Serviço está disponível pelo 188

O CVV pode ser procurado gratuitamente pelo telefone 188, disponível em todo o Brasil. O atendimento também ocorre por e-mail e chat, com funcionamento 24 horas.

A orientação para quem estiver passando por um período difícil é procurar ajuda e conversar com alguém de confiança, como familiares ou amigos, evitando enfrentar sozinho uma situação de sofrimento.

Para quem deseja contribuir com o trabalho do CVV, uma das possibilidades é ingressar na rede de voluntários. O primeiro passo é participar do processo de formação oferecido pela instituição.

 

 

Da redação

Fonte: Alesc

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