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Trabalho em alta faz SC ter menor desemprego do Brasil

Trabalho em alta faz SC ter menor desemprego do Brasil
Indústria, comércio e construção concentram a maior parte dos empregos formais em Santa Catarina. (Foto: Marco Favero/Arquivo Secom GOVSC)

Publicado em 10/10/2025

Os novos dados do Censo Demográfico 2022 – Trabalho e Rendimento, divulgados pelo IBGE, reafirmam o protagonismo de Santa Catarina no cenário nacional. O estado aparece com a menor taxa de desemprego do país e um dos maiores rendimentos médios do Brasil, consolidando-se como referência em oportunidades, desenvolvimento e qualidade de vida.

Mercado de trabalho em destaque

Com taxa de desocupação de apenas 2,5%, Santa Catarina segue como o estado com menor índice de desemprego do Brasil, bem abaixo da média nacional, de 5,67%. Além disso, o estado apresenta a segunda maior renda domiciliar per capita do país, chegando a R$ 2.220, atrás apenas do Distrito Federal e à frente de São Paulo. O valor supera em 35,5% a média nacional, que é de R$ 1.638.

A análise do IBGE mostra que o desempenho catarinense reflete um mercado de trabalho dinâmico e qualificado. De acordo com o secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, os números comprovam a combinação entre crescimento econômico e oportunidades:

“Santa Catarina vive um ciclo virtuoso de investimento e prosperidade. Esses resultados traduzem a força da nossa economia, o compromisso com políticas públicas e a valorização da força de trabalho”, afirmou.

Municípios com desemprego zero

O levantamento também destacou sete municípios catarinenses com taxa de desemprego igual a zero — todos os moradores com 14 anos ou mais estavam ocupados no período de referência. São eles: Barra Bonita, Celso Ramos, Coronel Martins, Ibiam, Lajeado Grande, Santa Rosa de Lima e Xavantina. No país, apenas 29 cidades atingiram esse patamar.

Além disso, 41% dos municípios de Santa Catarina registraram taxa de desemprego igual ou inferior a 1%, enquanto 216 cidades tiveram índices abaixo de 2%. Esses dados reforçam a capilaridade do desenvolvimento econômico catarinense, que se estende por todas as regiões do estado.

Crescimento e renda em alta

Entre 2010 e 2022, Santa Catarina reduziu sua taxa de desemprego de 3,7% para 2,5% e registrou aumento expressivo no rendimento médio dos trabalhadores. O rendimento nominal chegou a R$ 3.389,43, cerca de 19% acima da média nacional. Em 2010, o valor era de R$ 1.355,13.

Considerando o reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o rendimento real catarinense cresceu quase 20% no período — mais que o dobro da média brasileira (8,63%). O estado superou, inclusive, os resultados obtidos por outras unidades da federação do Sul e Sudeste.

Perfil do trabalhador catarinense

Os dados do Censo mostram que as mulheres representam 44,84% da força de trabalho do estado, enquanto os homens correspondem a 55,16%. Quanto à cor ou raça, 75,6% dos trabalhadores se autodeclararam brancos e 19,4% pardos.

No aspecto educacional, 40,2% dos ocupados possuem ensino médio completo ou superior incompleto, e 23,7% têm ensino superior completo. Outro destaque é a alta formalização das relações de trabalho: quase 81% dos catarinenses contribuem para a previdência, o maior índice do país.

Entre as 22 atividades econômicas avaliadas pelo IBGE, os setores com maior participação são a Indústria de transformação (18,5%), o Comércio e reparação de veículos (17%), a Construção (7,75%) e a Agropecuária (6,58%). O percentual da indústria catarinense é o mais alto do país, bem acima da média nacional de 10,2%.

Riqueza regional e dados municipais

O Censo também aponta que dois municípios catarinenses estão entre os que apresentam maior renda domiciliar per capita do Brasil: Florianópolis (R$ 3.636) e Balneário Camboriú (R$ 3.584), ocupando o terceiro e quarto lugar no ranking nacional.

A Secretaria de Estado do Planejamento disponibilizou um painel interativo com os dados detalhados de todos os 295 municípios catarinenses, permitindo visualizar a realidade local e acompanhar os avanços em cada região.

Retrato do Brasil e importância do Censo

O Censo Demográfico é realizado a cada dez anos pelo IBGE e reúne informações sobre população, renda, ocupação e condições de vida. Os dados divulgados em 2022, referentes ao tema Trabalho e Rendimento, compõem um retrato inédito da força de trabalho brasileira e da distribuição de riqueza no país.

Além de orientar políticas públicas, o levantamento serve como base para decisões estratégicas em diferentes setores. Os resultados completos estão disponíveis no portal do IBGE e nas plataformas SIDRA e Panorama do Censo.

 

 

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Da redação

Fonte: Secom

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