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Segurança das urnas é reforçada antes das eleições

Segurança das urnas é reforçada antes das eleições
Testes, auditorias e sistemas de proteção fazem parte da preparação para as Eleições Gerais de 2026. (Foto: Ana Quinto / Agência Alesc)

Publicado em 22/09/2026

A segurança das urnas eletrônicas utilizadas nas Eleições Gerais de 2026 é verificada por uma série de testes, fiscalizações e auditorias realizados antes e durante o processo de votação.

Entre as medidas estão a disponibilização do código-fonte dos sistemas para análise das entidades fiscalizadoras e os Testes Públicos de Segurança, que permitem a participação de cidadãos na tentativa de identificar possíveis vulnerabilidades.

Segundo o desembargador eleitoral substituto Marcelo Volpato, presidente de uma comissão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) voltada à integridade das urnas, esse trabalho começa cerca de um ano antes das eleições.

As urnas também possuem mecanismos próprios de proteção. Os equipamentos não têm conexão com internet, Wi-Fi ou Bluetooth, reduzindo a possibilidade de ataques externos. Além disso, utilizam sistemas desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com assinatura digital e criptografia.

Auditoria ocorre durante a eleição

Outra etapa de fiscalização será realizada no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Na véspera da votação, algumas urnas serão sorteadas e encaminhadas para Florianópolis, onde passarão pelo Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, conhecido como votação paralela.

A previsão é de que o procedimento seja realizado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Durante a auditoria, votos previamente definidos em cédulas de papel serão digitados nas urnas. Ao final, o resultado eletrônico será comparado com os votos registrados nas cédulas.

O teste é público e, segundo Volpato, é realizado há 24 anos sem registro de inconsistências entre os resultados das urnas e os votos utilizados na conferência.

Resultado pode ser conferido

Após o encerramento da votação, às 17 horas, cada urna imprime o boletim de urna, documento que apresenta o resultado daquela seção eleitoral.

Esses dados podem ser utilizados para conferir a totalização oficial. A transmissão das informações para a Justiça Eleitoral ocorre por uma rede própria e criptografada, enquanto o boletim permite verificar o resultado registrado individualmente em cada seção.

 

 

Da redação

Fonte: Alesc

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