SC já tem 12 produtos com origem reconhecida
Produtos como vinhos, queijos, frutas, mel e outros alimentos podem carregar muito mais do que características próprias. Em Santa Catarina, a relação entre esses produtos e os territórios onde são produzidos é reconhecida por meio das Indicações Geográficas (IGs), certificações que associam qualidade, reputação e características específicas à origem.
O reconhecimento considera elementos que vão desde as condições naturais de uma região até os conhecimentos e métodos desenvolvidos pelas comunidades ao longo das gerações. Clima, solo, relevo, vegetação e práticas tradicionais podem fazer parte dessa relação.
Reconhecimento que protege a origem
No Brasil, as Indicações Geográficas são concedidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O registro é regulamentado pela Lei da Propriedade Industrial, nº 9.279/1996, e pode ocorrer em duas modalidades.
A Indicação de Procedência (IP) é concedida quando determinado território ganha reconhecimento pela produção de um produto ou pela prestação de um serviço. Já a Denominação de Origem (DO) exige uma ligação direta entre as características do produto e os fatores naturais e humanos presentes naquela região.
O processo para obter o reconhecimento começa com a organização dos produtores. A entidade representativa apresenta o pedido ao INPI, acompanhado de documentos que demonstram a delimitação da área, as características do produto, as regras para utilização da indicação e, de acordo com a modalidade, a notoriedade ou a relação com o território.
Em Santa Catarina, o Sebrae/SC participa da identificação de possíveis produtos com potencial para receber uma IG e auxilia os produtores na estruturação do processo. Epagri, universidades e órgãos públicos também podem colaborar.
Estado tem 12 produtos reconhecidos
Segundo atualização do Sebrae/SC apresentada pela Alesc, Santa Catarina possui 12 Indicações Geográficas reconhecidas pelo INPI até 2026.
A lista reúne produtos de diferentes regiões e cadeias produtivas: Uva Goethe, Banana da Região de Corupá, Vinhos de Altitude de Santa Catarina, Mel de Melato da Bracatinga, Queijo Artesanal Serrano, Maçã Fuji da Região de São Joaquim, Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense, Linguiça Blumenau, Cachaça de Luiz Alves, Banana de Luiz Alves, Frescal da Região de São Joaquim e Alho Roxo do Planalto Catarinense.
A primeira certificação catarinense foi concedida aos Vales da Uva Goethe, no Sul do estado. O reconhecimento abriu espaço para que outros produtos ligados às características de seus territórios também buscassem a certificação.
Impacto para produtores e regiões
A Indicação Geográfica não representa apenas uma forma de identificar a procedência de um produto. O reconhecimento pode aumentar seu valor, fortalecer a organização dos produtores, proteger o nome associado ao território e ampliar a competitividade.
A certificação também pode contribuir para o turismo e a gastronomia, além de ajudar a preservar práticas produtivas, conhecimentos tradicionais e aspectos da cultura das comunidades envolvidas.
Para o consumidor, a identificação permite reconhecer a origem e a autenticidade do produto, oferecendo mais informações sobre sua procedência.
O enólogo e pesquisador da Epagri/SC Stevan Grutzmann Arcari destaca que o diferencial está justamente na combinação entre território, natureza e conhecimento acumulado. Segundo ele, o reconhecimento é resultado de um trabalho coletivo entre produtores, pesquisadores e instituições para estabelecer padrões e organizar as cadeias produtivas.
Uma identidade ligada ao território
O desenvolvimento de uma Indicação Geográfica transforma características locais em um elemento de valorização econômica e cultural. Mais do que apontar onde um produto foi feito, a certificação reconhece quando a origem ajuda a explicar aquilo que o torna diferente.
Em Santa Catarina, as 12 IGs já reconhecidas representam diferentes atividades e regiões, mostrando como características ambientais e saberes locais podem estar diretamente relacionados à identidade dos produtos catarinenses.
A Alesc também prepara uma série de conteúdos sobre as Indicações Geográficas do estado. A programação começa pelos Vales da Uva Goethe e segue com reportagens sobre produtos como a Banana de Corupá, Linguiça Blumenau, Mel de Melato da Bracatinga, Maçã Fuji, Cachaça de Luiz Alves, Queijo Serrano, Erva-Mate do Planalto Catarinense, Vinhos de Altitude, Frescal, Banana de Luiz Alves e Alho Roxo.
Da redação
Fonte: Alesc
Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.
Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!
Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!
Para mais notícias, clique AQUI
Outros posts Ver todos
21° | Nublado


