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Pesquisa revela cautela dos catarinenses com o 13º salário

Pesquisa revela cautela dos catarinenses com o 13º salário
Levantamento mostra que o 13º salário será destinado mais à organização financeira do que ao consumo. (Foto: Divulgação)

Publicado em 06/11/2025

A chegada do 13º salário neste fim de ano será marcada por decisões financeiras mais prudentes entre os catarinenses. De acordo com levantamento da Fecomércio SC, a maior parte dos entrevistados pretende direcionar o benefício para o pagamento de dívidas e para a formação de reserva financeira, revelando um comportamento de cautela em meio ao aumento da inadimplência no estado.

Endividamento em alta preocupa famílias

O estudo, que ouviu 2.100 pessoas em sete cidades catarinenses, mostra que 35% dos entrevistados planejam usar o 13º para quitar compromissos financeiros em atraso. Outros 31% pretendem poupar ou investir o valor. O restante deve destinar a renda extra para lazer e viagens (11,7%), compras de presentes de fim de ano (10,9%), promoções da Black Friday e Natal (7,3%) ou pequenas reformas domésticas (4,3%).

O resultado reflete o cenário de endividamento crescente no estado. Segundo a Fecomércio SC, a taxa de famílias com contas em atraso chegou a 32,9% em outubro — o maior índice desde o início da série histórica, em 2010 —, bem acima da média de 22% registrada nos últimos anos.

Comportamento mais cauteloso

Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o resultado demonstra uma mudança no comportamento financeiro da população. “O catarinense está mais cauteloso. Quem pode, quer saldar suas dívidas, e outra parcela prefere poupar ou investir. Isso indica que o consumo tende a ser menor neste fim de ano, o que impacta o varejo”, avalia.

Dagnoni também destaca que o cenário de juros elevados tem contribuído para esse freio no consumo. “A política de juros altos por muito tempo causa danos à economia e limita a capacidade de compra das famílias”, afirma.

Dificuldade para quitar débitos

Mesmo com a chegada do 13º, parte dos consumidores afirma não ter condições de regularizar as dívidas. Segundo a pesquisa, 9,7% das famílias não conseguirão quitar os débitos em atraso. Além disso, aumentou a percepção de endividamento: o grupo que se declara muito ou moderadamente endividado passou de 29,2% para 39,1%, enquanto o número de famílias que se dizem pouco endividadas caiu de 42,7% para 31,3%.

Os dados reforçam que o fim de ano em Santa Catarina deve ser de cautela e priorização das contas, em vez de aumento no consumo.

 

 

 

Da redação

Fonte: RCN

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