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Novo exame prevê Alzheimer com alta precisão

Novo exame prevê Alzheimer com alta precisão
Com 94,5% de precisão, o teste identifica a proteína p-tau217 antes mesmo da perda de memória. (Foto: Freepik)

Publicado em 27/02/2026

Um exame de sangue capaz de identificar o Alzheimer antes mesmo do surgimento dos sintomas clássicos pode transformar a forma como a doença é diagnosticada. Desenvolvido por pesquisadores da Universidade Complutense de Madrid e divulgado no Journal of Neurology, o teste alcançou 94,5% de precisão ao detectar a proteína p-tau217 no plasma, considerada um marcador das alterações cerebrais associadas à enfermidade.

A descoberta representa um avanço significativo diante dos métodos atualmente utilizados, que muitas vezes incluem procedimentos invasivos, como a punção lombar. A proposta é tornar a investigação mais simples, rápida e menos desconfortável para o paciente, além de ampliar as possibilidades de diagnóstico em fases iniciais.

Diagnóstico antes da perda de memória

O diferencial do exame está na capacidade de identificar sinais biológicos do Alzheimer ainda no estágio pré-clínico, quando não há comprometimento evidente da memória. A presença da proteína p-tau217 no sangue funciona como um indicativo das mudanças neurodegenerativas que caracterizam a doença.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Alzheimer é a principal causa de demência no mundo. Em um cenário de envelhecimento populacional crescente, a detecção antecipada pode contribuir para intervenções terapêuticas mais eficazes e personalizadas.

Impacto nas decisões médicas

A pesquisa foi realizada na Espanha com 200 participantes acima de 50 anos, no estudo intitulado “Plasma Phosphorylated Tau 217 to Identify Preclinical Alzheimer Disease”. Os resultados indicaram que o biomarcador levou à mudança de conduta clínica em um a cada quatro pacientes avaliados, permitindo decisões mais seguras e evitando tratamentos desnecessários em casos de suspeita não confirmada.

Além disso, o exame pode auxiliar na distinção entre declínio cognitivo leve e Alzheimer propriamente dito, reduzindo incertezas tanto para médicos quanto para famílias.

Revisões conduzidas por equipes das universidades de Gotemburgo e Wisconsin-Madison, publicadas na revista Nature, também apontam que a proteína p-tau217 reflete com precisão os processos neurodegenerativos ligados à doença. Embora ainda sejam necessários estudos em maior escala para validação definitiva, os resultados reforçam o potencial da ferramenta.

Ao substituir métodos invasivos por uma simples coleta de sangue, a inovação abre caminho para um diagnóstico mais acessível e humanizado, com impacto direto na qualidade do cuidado e no planejamento do futuro de milhões de pessoas.

 

 

 

Da redação

Fonte: RCN

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