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Apenas 68% das praias de SC estão próprias para banho

Apenas 68% das praias de SC estão próprias para banho
Levantamento do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina analisou 260 pontos entre 23 e 27 de fevereiro. (Foto: Divulgação/IMA

Publicado em 27/02/2026

O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina divulgou os dados mais recentes sobre a qualidade da água nas praias do Estado. O relatório nº 16 reúne informações coletadas entre os dias 23 e 27 de fevereiro de 2026 e aponta que, dos 260 pontos monitorados no Litoral catarinense, 177 apresentam condições adequadas para banho. O número corresponde a 68,08% do total analisado.

Em Florianópolis, o cenário segue proporção semelhante. Das 88 áreas avaliadas na Capital, 60 foram classificadas como próprias para banho, o equivalente a 68,18%.

As informações detalhadas, com análises técnicas e histórico das coletas, estão disponíveis para consulta pública na plataforma oficial do órgão ambiental.

Como funciona a classificação

O monitoramento segue os critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente. A norma define os parâmetros para determinar se um ponto é considerado próprio ou impróprio, com base na concentração da bactéria Escherichia coli.

A água é enquadrada como própria quando, em pelo menos 80% das cinco coletas mais recentes realizadas no mesmo local, o índice não ultrapassa 800 unidades da bactéria por 100 mililitros. Já a classificação como imprópria ocorre quando mais de 20% das amostras desse mesmo período apresentam resultado superior a 800 por 100 mililitros, ou quando a coleta mais recente registra índice acima de 2.000 por 100 mililitros.

Recomendações aos banhistas

O órgão ambiental alerta que o banho de mar deve ser evitado nas primeiras 24 a 48 horas após chuvas intensas. Nesse intervalo, a água da chuva pode arrastar resíduos e outros poluentes das ruas até o mar, elevando a presença de microrganismos.

Também não é indicado permanecer em áreas próximas a saídas de canais e galerias de drenagem pluvial. A exposição à água contaminada pode provocar problemas como irritações na pele, conjuntivite e infecções gastrointestinais.

Entre as orientações estão consultar previamente os dados atualizados, evitar o mar logo após temporais e optar por trechos mais afastados de pontos de escoamento.

Monitoramento e transparência

O Programa de Monitoramento de Balneabilidade segue um cronograma previamente definido, permitindo que a população acompanhe as datas de coleta e divulgação dos resultados. As análises são realizadas pelo laboratório do instituto e, à medida que ficam prontas, os dados são inseridos automaticamente no mapa interativo disponível no site oficial e também no aplicativo CBMSC Cidadão.

Ao acessar a plataforma, o usuário pode clicar sobre o ponto desejado para verificar a situação atual e a data da última amostragem. Há ainda uma área específica de histórico, que reúne informações como localização, horário da coleta, condições de vento e maré, além do registro das classificações anteriores.

Durante a temporada de verão, de outubro a março, as coletas e divulgações ocorrem semanalmente, com balanço publicado às sextas-feiras. Caso a data coincida com feriado ou ponto facultativo, a divulgação é antecipada. Entre abril e setembro, o monitoramento passa a ser mensal.

 

 

Da redação

Fonte: IMA

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