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Mercado reduz previsão da inflação pelo quinto mês

Mercado reduz previsão da inflação pelo quinto mês
A projeção do mercado para o IPCA em 2025 caiu para 4,36%, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central. (Foto: Agência Brasil)

Publicado em 21/12/2025

O mercado financeiro voltou a ajustar para baixo as projeções de inflação no Brasil. De acordo com o boletim Focus divulgado na última semana pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 passou de 4,4% para 4,36%. É a quinta semana consecutiva de revisão para baixo.

A pesquisa reúne as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país. Mesmo com a nova redução, a inflação segue próxima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Inflação desacelera e segue dentro da meta

Para os próximos anos, o mercado também revisou levemente suas projeções. Em 2026, a expectativa para o IPCA caiu de 4,16% para 4,1%. Já para 2027 e 2028, as estimativas permanecem em 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Em novembro, a inflação oficial registrou alta de 0,18%, influenciada principalmente pelo aumento das passagens aéreas. No mês anterior, o índice havia ficado em 0,09%. Com esse resultado, o IPCA acumulado em 12 meses chegou a 4,46%, permanecendo dentro do intervalo da meta do CMN.

Selic segue elevada diante de cenário incerto

Para conter a inflação, o principal instrumento do Banco Central é a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. O patamar vem sendo mantido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) pela quarta reunião consecutiva, em meio à desaceleração da economia e à redução gradual das pressões inflacionárias.

Em comunicado recente, o BC reforçou que o ambiente econômico ainda inspira cautela, marcado por elevada incerteza, e indicou que pretende manter os juros elevados por um período prolongado. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando alcançou 15,25% ao ano.

Após ter atingido 10,5% ao ano em maio de 2024, a Selic voltou a subir em setembro do mesmo ano, chegando a 15% em junho deste ano, patamar que se mantém desde então.

As projeções do mercado apontam que a taxa básica deve recuar para 12,13% ao ano até o fim de 2026. Para 2027, a expectativa é de queda para 10,5%, e, em 2028, para 9,5% ao ano.

Juros mais altos tendem a reduzir o consumo e o crédito, ajudando a conter a inflação, mas também limitam a expansão da atividade econômica. Já cortes na Selic costumam baratear o crédito, estimular a produção e o consumo e favorecer o crescimento.

Crescimento econômico mantém projeções estáveis

No mesmo boletim, os analistas mantiveram em 2,25% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025. Para 2026, a expectativa é de expansão de 1,8%. Em 2027, a estimativa é de 1,83%, enquanto, para 2028, o mercado projeta crescimento de 2%.

No segundo trimestre deste ano, a economia brasileira avançou 0,4%, impulsionada principalmente pelos setores de serviços e indústria. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento e o melhor resultado desde 2021, quando a expansão foi de 4,8%.

Dólar deve encerrar ano em R$ 5,40

As expectativas para o câmbio também foram mantidas. Segundo o Focus, o dólar deve terminar este ano cotado a R$ 5,40. Para o fim de 2026, a projeção aponta para uma taxa de R$ 5,50.

 

 

 

Da redação

Fonte: RCN

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