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Mercado de trabalho coloca SC no topo nacional

Mercado de trabalho coloca SC no topo nacional
Santa Catarina fechou 2025 com a menor taxa de desemprego do Brasil em todos os trimestres do ano. No último trimestre, a desocupação foi de 2,2%, contra 5,1% da média nacional. (Foto: Marco Fávero/Arquivo SECOM GOVSC)

Publicado em 23/02/2026

Santa Catarina fechou 2025 mantendo a menor taxa de desemprego do Brasil ao longo dos quatro trimestres do ano. No período de outubro a dezembro, a desocupação ficou em 2,2%, enquanto a média nacional alcançou 5,1%, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na última sexta-feira, 20 de fevereiro.

No mesmo trimestre, o estado liderou o ranking nacional, à frente de Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que registraram 2,4%. Já no resultado anual, a taxa catarinense foi de 2,3%, ligeiramente acima de Mato Grosso, que ficou em 2,2%. A diferença ocorre porque, para o cálculo anual, o IBGE considera estimativas baseadas na data de 1º de julho.

Queda no número de desocupados

Entre o quarto trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, a população desocupada em Santa Catarina caiu 19%, passando de 122 mil para 99 mil pessoas. No sentido oposto, o contingente de trabalhadores ocupados avançou 1,5% na comparação anual.

O governador Jorginho Mello atribuiu o desempenho ao perfil produtivo do estado e às políticas de incentivo à atividade econômica. Segundo ele, os investimentos estruturantes e o apoio a quem empreende contribuem para ampliar oportunidades e fortalecer a geração de renda.

Além da baixa taxa de desemprego, Santa Catarina também apresentou a menor taxa de informalidade do país: 25,7%, frente à média nacional de 37,6%. De acordo com o secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, o estado registra desde 2018 a menor informalidade entre as unidades da Federação, acumulando 31 trimestres consecutivos na liderança. Ele destaca que 2025 consolidou os melhores resultados da série histórica dos últimos 13 anos, com crescimento contínuo do emprego e melhora nas condições de trabalho.

Renda acima da média nacional

O rendimento médio habitual no trabalho principal chegou a R$ 4.131 no quarto trimestre de 2025, valor 17,8% superior à média brasileira, de R$ 3.508. Em termos reais, descontada a inflação, houve alta de 7,8% em relação ao mesmo período de 2024, desempenho acima do registrado no Brasil (5,1%), na Região Sul (6,5%) e no Sudeste (4,2%).

Todos os setores da economia catarinense apresentaram aumento no rendimento médio entre 2024 e 2025. O maior crescimento foi observado em Transporte, armazenagem e correio, com alta de 12,5% e média salarial de R$ 4.223. Com isso, o segmento passou a ocupar a segunda posição no ranking nacional de remuneração média, atrás apenas do Distrito Federal. No quarto trimestre de 2024, o estado figurava na quinta colocação.

Também se destacaram, na comparação anual, as atividades de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com expansão de 19,2%, e o grupo que reúne Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com crescimento de 7,5%.

Indicadores de subutilização e desalento

Santa Catarina apresentou ainda a menor taxa composta de subutilização da força de trabalho do país, de 4,4%, bem abaixo da média nacional de 13,9%. O indicador reúne desempregados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas que desistiram de procurar trabalho, apesar de estarem disponíveis.

O percentual de desalentados no estado também foi o menor entre todas as unidades da Federação: 0,3%, frente a 2,4% no Brasil. Esse grupo inclui pessoas que deixaram de buscar emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa por acreditarem que não encontrariam vaga adequada, seja por idade, qualificação ou outras condições.

A Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Estado do Planejamento acompanha a evolução dos dados e prepara a nova edição do Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho, referente ao quarto trimestre de 2025, que será disponibilizada no site oficial da pasta.

 

 

 

Da redação

Fonte: Secom

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