INSS reduz fila e espera cai para 34 dias
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu a meta de atendimento sem fila no país. O anúncio foi feito pelo Governo Federal na última semana, com a informação de que o órgão passou a responder, mensalmente, a um número maior de processos do que a quantidade de novos pedidos que recebe.
A mudança também aparece no tempo necessário para a análise das solicitações. Em fevereiro, a espera média era de 59 dias. Em agosto, o prazo caiu para 34 dias, ficando abaixo dos 45 dias previstos na legislação para o atendimento dos requerimentos.
Estoque de processos diminui
Um dos principais indicadores dessa evolução é a redução do volume de processos pendentes. Em fevereiro, havia cerca de 3,1 milhões de pedidos em análise. Agora, o estoque está em 1,25 milhão, quantidade inferior à média de solicitações que chegam ao instituto todos os meses e considerada compatível com a capacidade de análise do órgão.
O resultado foi alcançado mesmo diante do aumento na procura pelos serviços da Previdência. Somente em julho de 2026, o INSS recebeu 1,435 milhão de novos pedidos de aposentadorias e benefícios assistenciais, maior volume registrado até então. No mesmo mês, foram concluídas 1,658 milhão de análises, superando a entrada de requerimentos.
O chamado “atendimento sem fila” não significa ausência de processos em análise. O conceito utilizado pelo INSS considera que o estoque está dentro da capacidade mensal de resposta da instituição, permitindo que os pedidos sejam avaliados dentro do prazo legal. O indicador se refere à fila de Reconhecimento Inicial de Direito (RID), etapa em que a documentação é analisada inicialmente para verificar a possibilidade de concessão do benefício.
Mais concessões e reforço na estrutura
A capacidade de resposta do instituto também cresceu nos últimos anos. A média mensal de benefícios concedidos passou de 501 mil em 2023 para 641 mil em 2025. Entre janeiro e julho de 2026, esse número chegou a 730 mil concessões por mês, uma alta de 46% em relação ao início da série considerada.
Para acompanhar a expansão da demanda, que cresceu 40% desde 2023 — de uma média de 897 mil pedidos mensais para aproximadamente 1,3 milhão em 2026 —, o Ministério da Previdência Social adotou medidas voltadas à gestão, tecnologia e ampliação da força de trabalho.
Entre as ações está o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), que prevê pagamento de bônus a servidores que realizam tarefas além das metas estabelecidas. Em julho, 4.311 servidores, cerca de 25% do quadro, participaram do programa. Segundo o governo, a iniciativa acrescentou 2 milhões de atendimentos em 2026.
Outra ferramenta é o Atestmed, sistema que permite a análise digital de documentos em casos de incapacidade temporária, dispensando a perícia presencial quando o procedimento se enquadra nas regras do programa.
Também houve reforço no quadro da Previdência, com a nomeação de mais de 2,5 mil servidores, incluindo 500 peritos médicos federais e 230 assistentes sociais.
Tecnologia e mutirões ampliam atendimentos
A Perícia Conectada é outra frente adotada pelo INSS. O modelo utiliza recursos de telemedicina para viabilizar perícias médicas em agências que não contam presencialmente com médicos peritos. Atualmente, 865 unidades realizam atendimentos nessa modalidade.
Os mutirões também passaram a representar uma parcela maior dos atendimentos. Em 2023, foram 31 mil atendimentos extras nesse formato. O número subiu para 218 mil em 2025 e chegou a 300 mil somente nos primeiros oito meses de 2026. Desde 2023, o crescimento nesse tipo de atendimento foi de 868%.
Com o acompanhamento diário da movimentação dos processos, o INSS passou a utilizar um modelo de decisão baseado em dados. A estrutura foi organizada para lidar continuamente com aproximadamente 1,3 milhão de novos pedidos por mês sem voltar a acumular um estoque de processos acima da capacidade de resposta.
A mudança também teve reflexos na Ouvidoria. Entre janeiro e agosto de 2026, as reclamações registradas contra o órgão diminuíram 82%.
Apesar do aumento da velocidade nas análises, o instituto mantém mecanismos permanentes de controle de qualidade. De acordo com o governo, a metodologia utilizada para reduzir o risco de erros em concessões ou indeferimentos foi reconhecida e validada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Previdência alcança maioria dos idosos
Os números apresentados pelo governo também destacam o alcance da Previdência Social na população brasileira. Atualmente, 82% das pessoas com 60 anos ou mais estão cobertas pelo sistema. Na população idosa da área rural, o índice chega a 90,3%.
O pagamento dos benefícios previdenciários e assistenciais também movimenta a economia nacional. De acordo com os dados divulgados, os benefícios representam R$ 1,149 trilhão por ano na economia brasileira.
Da redação
Fonte: Governo Federal
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