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Indústria de SC resiste e fecha 2025 em alta

Indústria de SC resiste e fecha 2025 em alta
A indústria catarinense conseguiu manter crescimento em 2025 mesmo com os impactos dos juros altos e do tarifaço, impulsionada pela diversificação produtiva e pela retomada das exportações para a Argentina. (Foto: Vanessa Karine/Jornalismo Adjori/SC)

Publicado em 10/12/2025

A indústria catarinense encerra 2025 com crescimento moderado, mas resistente diante de um cenário econômico marcado pela taxa básica de juros em 15% ao ano e pelos impactos do tarifaço. Segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o desempenho só não foi mais comprometido porque a estrutura produtiva do estado é amplamente diversificada, o que ajudou a amortecer os efeitos das pressões econômicas.

Produção industrial mantém avanço acima da média nacional

Entre janeiro e outubro, a produção industrial de Santa Catarina cresceu 2,8% frente ao mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, o setor industrial brasileiro teve alta de apenas 0,8%. Um dos destaques foi a fabricação de produtos de metal, que registrou expansão de 14,8%, impulsionada pelo ritmo intenso da construção civil no estado e por demandas do setor automobilístico nacional voltado a veículos mais eficientes energeticamente.

A produção de alimentos, outro pilar da indústria catarinense, também apresentou desempenho favorável, beneficiada pelo aumento da renda das famílias.

Exportações ganham fôlego com retomada argentina

A recuperação da economia argentina exerceu papel determinante no resultado das exportações do estado. De janeiro a novembro, as vendas catarinenses para o país vizinho cresceram 19,2%, abrangendo diferentes setores da indústria.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destaca que esse movimento compensou parte da queda nos embarques para os dois principais destinos das exportações de Santa Catarina: Estados Unidos e China. No acumulado até novembro, as vendas aos EUA recuaram 14,1% devido ao tarifaço, enquanto os embarques à China diminuíram 9,1% em meio à desaceleração econômica do país asiático.

Mesmo com essas perdas, o total exportado por Santa Catarina avançou 3,5% no ano até novembro. Seleme observa ainda que, em 2025, produtos catarinenses chegaram a mercados menos tradicionais, o que contribuiu para amenizar os efeitos das quedas para EUA e China.

Projeções da FIESC para 2026

Para a entidade, o ciclo de alta dos juros cumpriu a missão de desacelerar a economia, ainda que de forma prolongada devido ao aumento das despesas públicas. A expectativa, porém, é de que o segundo trimestre de 2026 marque o início de uma retomada mais consistente, caso a redução da Selic avance conforme previsto.

Seleme projeta que o aumento da renda, estimulado pelos ajustes na faixa de isenção do Imposto de Renda, e a continuidade do mercado de trabalho aquecido devem reforçar o dinamismo da economia no próximo ano. No cenário externo, a possível formalização do acordo entre União Europeia e Mercosul pode ampliar o espaço para produtos catarinenses no bloco europeu, reduzindo os efeitos de uma eventual continuidade do tarifaço.

Mercado de trabalho mantém saldo positivo

Mesmo com o fechamento de 2,9 mil vagas em outubro, a indústria catarinense acumulou saldo positivo de 39,5 mil postos de trabalho no ano. Para a FIESC, o setor seguirá exigindo novas contratações em 2026, mas o desafio permanece: a escassez de mão de obra qualificada.

 

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Da redação

Fonte: RCN

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