Especialista orienta uso consciente do 13º salário
O 13º salário é um alívio financeiro importante no fim do ano para milhões de profissionais formais no Brasil. Até 30 de novembro, os trabalhadores devem receber a primeira parcela do 13º, uma gratificação anual prevista na Constituição Federal. De acordo com dados oficiais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2024, aproximadamente 92,2 milhões de brasileiros foram beneficiados com esse rendimento extra, com um valor médio de R$ 3.096,78. Em Santa Catarina, o benefício deverá injetar R$17,9 bilhões na economia catarinense, segundo estimativas do Dieese. Esse montante representa em torno de 3,1% do PIB estadual. No entanto, para evitar que esse abono vire uma armadilha financeira, é essencial planejar seu uso com sabedoria.
Para Marcelo Pedroso, líder da XP em Santa Catarina, o trabalhador precisa ver o 13º como uma oportunidade para equilibrar as contas, honrar compromissos e construir segurança futura. O especialista recomenda que o beneficiário planeje o uso da renda extra, a partir de uma visão global do seu orçamento pessoal. “Ter uma visão completa do seu orçamento é fundamental para tomar as melhores decisões. Quando essa análise é feita com calma e antecedência, sem o calor da emoção, ela certamente será mais assertiva. Então, o indicado é já começar agora!”, sugere.
O ideal é fazer uma lista de tudo aquilo que a pessoa terá de despesas neste fim de ano como, por exemplo, presentes, roupas, confraternizações, viagens e compras em geral. Vale considerar também as despesas fixas do início do ano, como pagamento de impostos (IPVA e IPTU), material escolar, matrícula, férias, entre outros.
“É muito importante ter esse olhar voltado para o futuro para não se ‘iludir’ com o cenário de incremento da renda e se perder com as compras parceladas, que ficarão para os meses seguintes. Em seguida, determine quanto você pode gastar, além das despesas já assumidas com cada um desses itens e deixe isso registrado e à vista para seu acompanhamento”, recomenda Marcelo.
O especialista ressalta a importância de fazer uma análise estratégica sobre o melhor uso desse dinheiro e sempre se lembrar de ter uma reserva de emergência. “É crucial escolher a melhor forma de pagamento para cada situação. O cartão de crédito é útil para compras do dia a dia, desde que respeite um limite alinhado à sua renda, aproveitando benefícios como cashback e milhas. Para itens de maior valor, o pagamento à vista pode garantir descontos significativos. Sempre compare as taxas de financiamento com o retorno de investimentos, pois aplicar o dinheiro pode cobrir os juros e ainda gerar lucro. Hoje, há opções de investimento para todos os bolsos e objetivos", orienta o executivo da empresa.
Para quem está com as finanças em dia e deseja aproveitar o 13º salário para projetos maiores, o especialista recomenda buscar orientação profissional para investir o valor. “Um assessor de investimentos pode organizar seu planejamento financeiro com base em suas metas, perfil de risco e objetivos, garantindo decisões mais seguras e assertivas”, sugere Marcelo.
Ele destaca que, para formar uma reserva de emergência, o ideal é optar por investimentos mais conservadores, de baixo risco e com liquidez diária, como CDBs, Tesouro Selic e fundos de renda fixa, que oferecem segurança e acesso rápido aos recursos diante de uma necessidade. Mas ressalta a importância da diversificação da carteira, quando há maior disponibilidade de recursos. “A diversificação é sempre o melhor caminho, pois garante a previsibilidade dos rendimentos pré-fixados e protege o patrimônio de oscilações do mercado”, reforça.
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Da redação
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