Catarinenses vencem maior evento de games da América Latina
O Dungeon-Bot, jogo educacional criado a partir de um trabalho acadêmico no curso de Design de Games da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), conquistou o primeiro lugar na categoria Melhor Serious Game do SBGames 2025 — o maior evento acadêmico de games da América Latina, realizado em 2 de outubro, em Salvador (BA). O jogo, que contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), também foi finalista na categoria Melhor Tecnologia.
A proposta do Dungeon-Bot é tornar o ensino de lógica e raciocínio computacional tão empolgante quanto explorar um novo mundo dentro de um game. “O Dungeon-Bot nasceu da minha ideia durante o curso, com o objetivo de tornar o aprendizado de programação mais divertido e envolvente. Foi uma experiência bem desafiadora. Ter que pensar em como traduzir conceitos de programação para blocos de comando, unir esses blocos com a movimentação do personagem, criar fases desafiadoras que ensinam como programar e ainda deixar o visual interessante e fácil de entender foi um grande desafio para mim na época da graduação”, relembra Vitor Eduardo Silva, idealizador do game.
Desenvolvido inicialmente como um trabalho de conclusão de curso, o projeto foi aprimorado com fomento da Fapesc, ao ser incorporado à XREALL, contemplada no edital 26/2024 – Start-SC Games, recebendo cerca de R$ 197 mil para seu desenvolvimento técnico e pedagógico. O recurso permitiu à equipe transformar a ideia acadêmica em um produto concreto voltado à aprendizagem.
A startup teve origem na primeira edição do edital Centelha 2019/2020, quando sua proposta foi contemplada com R$ 60 mil em recursos. “O fomento da Fapesc no Dungeon-Bot possibilitou que os alunos egressos, hoje profissionais atuantes no mercado, participassem do projeto, contribuindo para o fortalecimento do setor de tecnologia e entretenimento digital em Santa Catarina — um dos objetivos do edital. O investimento também resultou em cerca de 15 registros de propriedade intelectual no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), entre softwares, desenhos de produto e design industrial”, explica o professor Ewerton Eyre de Morais Alonso, orientador do projeto e CEO da XREALL.
O presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto, ressaltou que o resultado reforça o retorno concreto dos investimentos em inovação e no potencial dos jovens talentos catarinenses. Segundo ele, o Dungeon-Bot exemplifica como uma boa ideia, nascida dentro da universidade e apoiada por programas de fomento do Governo do Estado, pode se transformar em um produto real e reconhecido nacional e internacionalmente.
“É exatamente isso que a Fapesc busca: estimular a criatividade, fortalecer o ecossistema de tecnologia de Santa Catarina e transformar conhecimento em soluções que geram impacto na educação, na economia e na sociedade”, pontuou.
O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Edgard Usuy, salientou que o resultado alcançado pelo projeto reflete diretamente as políticas públicas voltadas à inovação e o fortalecimento do ecossistema tecnológico catarinense. “Na SCTI, acreditamos que investir em programas como o SC Games e fortalecer o ecossistema de inovação é o caminho para transformar ideias em conquistas. O sucesso desse projeto mostra que a pesquisa e a criatividade catarinense têm força para ir cada vez mais longe. Esse resultado também reflete a importância das parcerias com a Fapesc, por meio de editais de fomento, e com instituições como a Univali, que formam e impulsionam talentos para o futuro da inovação em Santa Catarina”, afirmou.
O professor Ewerton Eyre de Morais Alonso comentou ainda sobre o impacto do prêmio como resultado da colaboração entre universidade, mercado e políticas públicas de fomento à inovação. “A Fapesc teve papel essencial ao viabilizar a transformação de uma ideia acadêmica em um produto real, que hoje contribui para novas formas de aprendizado e para o fortalecimento do setor de games em Santa Catarina”, completou.
Vitor relembra com emoção o caminho percorrido desde a criação do Dungeon-Bot até o reconhecimento nacional. “Retomar o projeto depois de tantos anos foi muito especial. Percebi o quanto evoluí profissionalmente e como isso ajudou na nova versão do jogo. Ver o resultado final e receber o prêmio de Melhor Serious Game foi a prova de que todo o esforço valeu a pena. Mostra que ideias nascidas na universidade, quando apoiadas, podem realmente transformar o ensino e a indústria de games”, concluiu.
A equipe contou ainda com a participação dos egressos Guilherme Luzardo Carvalho (arte e ilustração) e Lucas Benvenuti (QA e desenvolvimento), além da professora da Univali Adriana Gomes Alves.
Da redação
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