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Caso Priscila leva emoção e cobrança à Alesc

Caso Priscila leva emoção e cobrança à Alesc
A morte de Priscila Dolla, 37 anos, assassinada pelo ex-companheiro em Rio Negrinho, levou a deputada Paulinha a defender a criação de um protocolo estadual de proteção às mulheres. (Foto: Alesc)

Publicado em 22/02/2026

A morte de Priscila Dolla, de 37 anos, reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher em Santa Catarina. Moradora de Rio Negrinho, mãe de um adolescente de 17 anos e filha de produtores de leite da cidade, ela foi assassinada na noite de terça-feira pelo ex-companheiro. O caso mobilizou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, em um pronunciamento marcado pela emoção da deputada estadual Paulinha (Podemos), que era próxima da vítima.

Com a voz embargada, a parlamentar relatou a dor da perda e lembrou que Priscila havia pedido para não ser morta. Segundo ela, a família não estava preparada para enfrentar uma violência dessa magnitude. Ao mencionar os pais da vítima, seu Antônio e dona Rose, destacou o impacto irreparável deixado pelo crime.

Da indignação à ação

Durante o discurso, Paulinha defendeu que o Estado precisa transformar a comoção coletiva em medidas concretas. Para ela, a violência contra a mulher não pode continuar sendo tratada apenas como estatística. Ainda assim, citou dados da Organização das Nações Unidas, que apontam que uma mulher é assassinada a cada dez minutos no mundo. No Brasil, são quatro casos por dia.

A deputada ponderou que o feminicídio não começa no momento do homicídio, mas em sinais anteriores muitas vezes ignorados. Segundo ela, o ciclo se inicia com violência psicológica, agressões físicas minimizadas, demora na concessão de medidas protetivas e boletins de ocorrência que não resultam em acompanhamento efetivo.

Proposta de protocolo estadual

Diante desse cenário, a parlamentar anunciou que irá propor a criação de um protocolo estadual de proteção às mulheres. Ela argumentou que o Estado já dispõe de leis suficientes, mas que a efetividade depende da aplicação prática, de estrutura adequada e de respostas rápidas.

Entre as propostas defendidas estão a proteção imediata para mulheres em situação de alto risco, especialmente quando há entraves burocráticos na concessão de medidas protetivas. Paulinha também mencionou a necessidade de ampliar casas-abrigo para mulheres e seus filhos e de fortalecer as Delegacias da Mulher e as equipes de investigação, consideradas ainda insuficientes no Estado.

A deputada destacou ainda a importância da prevenção, com debates sobre violência nas escolas e no ambiente familiar, além do uso mais eficiente dos dados do Observatório da Mulher da Assembleia Legislativa para embasar políticas públicas.

No campo legislativo, ela criticou o que classificou como desproporção nas penas aplicadas em casos de feminicídio e defendeu maior rigor na responsabilização dos agressores, reconhecendo que parte das mudanças depende do Congresso Nacional. Ressaltou, porém, que o que estiver ao alcance de Santa Catarina deve ser implementado com prioridade.

Ao encerrar o pronunciamento, Paulinha dirigiu palavras à família de Priscila e à comunidade de Rio Negrinho, afirmando que o trabalho parlamentar será intensificado para evitar que novas mortes como essa se repitam.

 

 

 

Da redação

Fonte: Alesc

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